SAÚDE

Iniciativa do Hospital de Base acelera processo de doação de córneas

Iniciativa do Hospital de Base acelera processo de doação de córneas

Mais de 8 mil pessoas estão a espera de um transplante

Mais de 8 mil pessoas estão a espera de um transplante

Publicada há 3 meses


Da Redação


A fila de espera para o transplante de córneas é grande em todo o país, mas uma iniciativa do Hospital de Base de São José do Rio Preto tem acelerado o processo de doação. Mais de 8 mil pessoas estão à espera de um transplante. É a segunda maior fila, só perde para rim.


Quem depende do órgão sabe a importância de projetos. Márcia Aparecida dos Santos teve uma distrofia nas córneas, por isso teve que fazer um transplante há oito anos no olho direito e agora está na fila para fazer no esquerdo.

“Eu não consigo identificar as pessoas de longe, eu sei que tem alguém mas não consigo ver a fisionomia”, diz.


Um projeto do HB ampliou a rede de captação desse tecido. Até 2017, a doações só eram realizadas dentro de hospitais credenciados, a partir daí passou a se fazer a retirada de córneas nas UPAS (Unidades de Pronto Atendimento).


“No hospital hoje muita gente morre com idade avançada, idosos que não podem ser doadores, e muita gente com infecção hospitalar, essas pessoas também não podem doar. Já na UPA, o cenário é diferente, são muitas vítimas de traumas, acidentes automobilísticos, e são pessoas mais jovens que também não estão estéril-infecctadas", diz o médico José Fernando Pícolo.


O trabalho de captação nas UPAS fez disparar o número de doações na cidade. Nos últimos dois anos foram captadas 180 córneas, isso equivale a quase 20 vezes mais do que era recebido antes dessa parceria começar.


O interessante é que na UPA o índice de recusa familiar, quando as famílias não aceitam a doação, é de só 5%, enquanto no hospital gira em torno de 30%. “Não é só o hospital que tem a atribuição, toda rede de saúde pode contribuir. Na hora mais difícil de uma família, quando alguém morre, a gente pode ajudar outras famílias com o transplante”, afirma o secretário de Saúde interino de Rio Preto, André Luciano Botello.

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