LEILÃO

Justiça determina leilão de bens de ex-tesoureira de Jales acusada de desviar R$ 5 milhões da prefeitura

Justiça determina leilão de bens de ex-tesoureira de Jales acusada de desviar R$ 5 milhões da prefeitura

Decisão do juiz foi publicada na manhã desta terça-feira, 12, no Diário Oficial. Operação Farra do Tesouro foi deflagrada pela Polícia Federal em julho do ano passado.

Decisão do juiz foi publicada na manhã desta terça-feira, 12, no Diário Oficial. Operação Farra do Tesouro foi deflagrada pela Polícia Federal em julho do ano passado.

Publicada há 2 meses

Tesoureira foi presa pela PF dentro da casa dela na operação Farra do Tesouro em Jales


 A Justiça acatou o pedido do Ministério Público (MP) e determinou o leilão de bens da ex-tesoureira de prefeitura de Jales (SP) Érica Carpi de Oliveira, apreendidos durante a operação Farra do Tesouro.

O esquema responsável por desviar cerca de R$ 5 milhões do município foi descoberto e revelado em julho do ano passado. A decisão foi publicada nesta terça-feira, 12,no Diário Oficial.

O advogado que defende os acusados afirmou que vai entrar com mandado de segurança no Tribunal de Justiça, pedindo nova avaliação dos bens. O advogado considera que valores dos bens ficaram abaixo daquilo que realmente valem.

De acordo com o juiz Adílson Vagner Ballotti, da Vara Criminal de Jales, três estabelecimentos comerciais - uma loja de roupas e duas de sapatos, que estão em nome do ex-marido de Érica, Roberto Santos Oliveira - deverão ser vendidos em um leilão no prazo de 60 dias, para ressarcir os prejuízos causados nos cofres da prefeitura de Jales.

As lojas eram administradas pela irmã e pelo cunhado da suspeita. Todos foram presos durante a operação que também apreendeu joias avaliadas em R$ 5 mil. As peças também serão colocadas em leilão.

O ex-marido de ex-tesoureira suspeita de desviar milhões de prefeitura aguarda o processo em liberdade. Já Érica Carpi conseguiu prisão domiciliar no Tribunal de Justiça.

A chácara de alto padrão, localizada na zona rural de Jales, avaliada em quase R$ 1,4 milhão e que pertence a ex-tesoureira não foi incluída na relação de bens que serão leiloados. Pelo menos, por enquanto, já que o MP também pediu a venda desse imóvel.

Na mesma decisão que determinou a venda dos bens, a Justiça autorizou que seis veículos apreendidos e avaliados em R$ 271 mil sejam usados pela prefeitura de Jales, nas áreas da saúde, educação e assistência social.

O processo que autorizou a venda dos bens e o uso dos veículos está correndo separado da ação criminal principal, que acusa a ex-tesoureira e seus familiares de desviar dinheiro dos cofres público.


Policial federal lacrou loja de sapatos da tesoureira em Jales durante operação Farra do Tesouro


O CASO

Érica foi denunciada pelo Ministério Público por formação de organização criminosa, falsidade ideológica, peculato - quando funcionário público pratica crime contra a administração - e lavagem de dinheiro.

A denúncia também aponta a maneira que Érica desviava o dinheiro. Ela criava lançamentos falsos, já que após anotar a lápis a quantia desviada, ela destruía o documento para dificultar uma possível fiscalização.

De acordo com a Polícia Federal, a família usou dinheiro público da educação, e principalmente da saúde, para bancar uma vida de luxo,como a construção de um rancho na zona rural de Jales.

No primeiro depoimento à PF, Érica confirmou que fazia os desvios desde 2008. O dinheiro, segundo a polícia, ia direto para contas da ex-servidora e até para as empresas do marido, que abriu três lojas de roupas e calçados.

*Com informações de G1

últimas