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Universidade Brasil recebe 12 indígenas em Fernandópolis

Universidade Brasil recebe 12 indígenas em Fernandópolis

As 12 vagas oferecidas foram preenchidas através de um processo seletivo

As 12 vagas oferecidas foram preenchidas através de um processo seletivo

Publicada há 1 semana


No último final de semana, 12 indígenas chegaram à Fernandópolis para o início de um grande projeto. Vindos de várias tribos do Xingu, eles foram recebidos na Universidade Brasil para o início de uma ação de socialização ao índio, através do qual eles buscaram formação em Medicina, Odontologia e Medicina Veterinária para, depois, poderem levar esse atendimento à sua região, onde há uma escassez de profissionais para atenderem os milhares de indígenas que moram lá, principalmente na área da Saúde.

As 12 vagas oferecidas foram preenchidas através de um processo seletivo, cuja prova foi aplicada no Xingu. Além da bolsa total dos cursos, os novos alunos estão recebendo acompanhamento psicológico e pedagógico para auxiliar na adaptação à nova realidade e à distância de suas famílias. Eles também receberão ajuda de custo para moradia e, inclusive, está sendo construída no próprio campus uma oca, nos mesmos moldes das existentes nas tribos, caso eles querem residir ali.

O primeiro contato foi realizado na Universidade, onde os jovens indígenas conheceram toda a estrutura do campus e já puderam se ambientar com seus cursos. No domingo, eles fizeram um passeio e puderam conhecer a cidade. Já na segunda pela manhã, iniciaram as aulas normalmente, sendo seis deles em Medicina, quatro em Odontologia e dois em Veterinária.

Uma das duas mulheres do grupo, Marina Mehinako, de 24 anos, que está cursando Medicina, falou da importância do projeto. "Essa foi uma surpresa muito boa que caiu do céu para nós. Eu sempre acompanhava os agentes de saúde na tribo, e agora parece um sonho estar aqui estudando para ser médica", ressaltou.

O jovem Walamatio Yawalapiti, de apenas 23 anos, deixou a esposa e cinco filhos na tribo para poder realizar o seu sonho de ser médico. "Desde os 16 anos eu já estudava na área da saúde e atuava como agente lá no Xingu, e sempre sonhava em ser um médico pediatra. Quando apareceu essa oportunidade, foi tudo muito rápido e agora eu vejo que conseguirei realizar esse sonho. Para nós, indígenas, é muito difícil fazer uma faculdade, por causa da distância e da falta de recursos. Agora, poderemos nos formar e voltar para ajudar nosso povo. Hoje é meu primeiro dia e sinto que estou nas nuvens", relatou.

Antes desse projeto, estudantes da Universidade Brasil já realizavam ações de assistência nas tribos do Xingu no período de férias. Agora, a ideia é que os estudantes, após formados, retornem ás suas aldeias para darem um atendimento especializado de forma permanente. "Esse é um projeto de extrema importância social a comunidade indígena daquela região, mas para todo o país, um papel muito importante que a Universidade Brasil vem desempenhando com destaque", afirmou o Reitor Dr. José Fernando Pinto da Costa, que fez questão de visitar o Xingu durante o processo de seleção dos indígenas.

*Assessoria de imprensa Universidade Brasil

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