SAÚDE

Continua internada paciente suspeita de ter contraído gripe H1N1

Continua internada paciente suspeita de ter contraído gripe H1N1

Primeiros sintomas surgiram há cerca de 15 dias; vítima está em isolamento

Primeiros sintomas surgiram há cerca de 15 dias; vítima está em isolamento

Publicada há 1 mês

Continua internada a jovem Merylin Góes de Paula Brandão, de 18 anos, com suspeita de ter contraído a gripe H1N1. 

Os primeiros sintomas da doença surgiram há cerca de 15 dias, quando foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento-UPA de Jales, onde foi realizado o tratamento, sem melhoras do quadro. Na última quinta-feira, 16, ela foi encaminhada, por recomendação médica, para a Santa Casa de Jales e aguarda diagnóstico completo das amostras foram encaminhadas para São José do Rio Preto.  

A jovem, que reside em Paranapuã, está em isolamento, visando evitar um eventual contágio, caso os resultados dos exames deem positivo.Foto: ilustração. Fonte: www.drauziovarella.uol.com.br

O QUE É A H1N1?

A gripe H1N1, ou influenza A, é provocada pelo vírus H1N1, um subtipo do influenzavírus do tipo A. Ele é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus humano da gripe, do vírus da gripe aviária e do vírus da gripe suína (daí o nome pelo qual ficou conhecida inicialmente), que infectaram porcos simultaneamente.

O período de incubação varia de três a cinco dias. A transmissão pode ocorrer antes de aparecerem os sintomas. Ela se dá pelo contato direto com os animais ou com objetos contaminados e de pessoa para pessoa, por via aérea ou por meio de partículas de saliva e de secreções das vias respiratórias. Experiências recentes indicam que esse vírus não é tão agressivo quanto se imaginava.

 Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o CDC (Center for Diseases Control), um centro de controle de enfermidades nos Estados Unidos, não há risco de esse vírus ser transmitido através da ingestão de carne de porco, porque ele será eliminado durante o cozimento em temperatura elevada (71º Celsius).

SINTOMAS 

Os sintomas da gripe H1N1 são semelhantes aos causados pelos vírus de outras gripes. No entanto, requer cuidados especiais a pessoa que apresentar:

  • Febre alta, acima de 38ºC, 39ºC, de início repentino;
  • Dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações;
  • Irritação nos olhos;
  • Tosse;
  • Coriza;
  • Cansaço;
  • Inapetência;
  • Vômitos;
  • Diarreia.

DIAGNÓSTICO

Existem testes laboratoriais rápidos que revelam se a pessoa foi infectada por algum vírus da gripe. No caso do H1N1, como se trata de uma cepa nova, o resultado pode demorar mais tempo. No entanto, nos Estados Unidos, já foram desenvolvidos “kits” para diagnóstico, que aceleram o processo de identificação do H1N1.

VACINA

A vacina contra a influenza tipo A é feita com o vírus (H1N1) da doença inativo e fracionado. Os efeitos colaterais são insignificantes se comparados com os benefícios que pode trazer na prevenção de uma doença sujeita a complicações graves.

Existem duas vacinas que protegem contra a infecção pelo H1N1: a trivalente,  que imuniza contra dois vírus da influenza A e contra uma cepa do vírus da influenza B,  e a vacina tetravalente (ou quadrivalente) que, além desses vírus imuniza contra uma segunda cepa do vírus da influeza B, menos frequente no Brasil e que só deve ser usada a partir dos três anos de idade.

Os dois tipos de vacina são eficazes, mas levam de duas a três semanas para fazer efeito. Embora não ofereçam 100% de proteção, estão perto disso.

Idosos acima de 60 anos, gestantes, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (hipertensão, diabetes, asma, bronquite, insuficiência renal, obesidade grau 3, por exemplo), imunossuprimidos e transplantados,  crianças entre seis meses e cinco anos, profissionais da saúde, população indígena, presidiários constituem o grupo prioritário para vacinação.

A vacina é contraindicada para as pessoas com alergia grave a ovo, pois pode conter ovoalbumina, uma proteína do ovo responsável por reações alérgicas. Isso acontece porque existe uma etapa, durante o processo de produção da vacina, que os vírus crescem em ovos de galinha.

TRATAMENTO

É de extrema importância evitar a automedicação. O uso dos remédios sem orientação médica pode facilitar o aparecimento de cepas resistentes aos medicamentos. Os princípios ativos fosfato de oseltamivir e zanamivir, presentes em alguns antigripais (Tamiflu e Relenza) e já utilizados no tratamento da gripe aviária, têm-se mostrado eficazes contra o vírus H1N1, especialmente se ministrados nas primeiras 48 horas, que se seguem ao aparecimento dos sintomas.

RECOMENDAÇÕES 

  • Lavar bem as mãos com bastante água e sabão ou desinfectá-las com produtos à base de álcool;
  • Jogar fora os lenços descartáveis usados para cobrir a boca e o nariz, ao tossir ou espirrar;
  • Evitar aglomerações e o contato com pessoas doentes;
  • Não levar as mãos aos olhos, boca ou nariz depois de ter tocado em objetos de uso coletivo;
  • Não compartilhar copos, talheres ou objetos de uso pessoal;
  • Suspender, na medida do possível, as viagens para os lugares onde haja casos da doença;
  • Procurar assistência médica, se o doente pertence a um grupo de risco e se surgirem sintomas que possam ser confundidos com os da infecção pelo vírus H1N1 da influenza tipo A. Nos outros casos, permanecer em repouso e tomar bastante líquido para garantir a boa hidratação.

Com informações de: www.drauziovarella.uol.com.br e Maria Helena Varella Bruna

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