TRANSTORNOS

Falta de profissionais do Mais Médicos compromete atendimento a pacientes na região noroeste paulista

Falta de profissionais do Mais Médicos compromete atendimento a pacientes na região noroeste paulista

Conselho de secretários de saúde do Estado de São Paulo divulgou uma lista com 36 cidades que deveriam ter médicos ligados ao programa, mas estão sem nenhum profissional.

Conselho de secretários de saúde do Estado de São Paulo divulgou uma lista com 36 cidades que deveriam ter médicos ligados ao programa, mas estão sem nenhum profissional.

Publicada há 4 meses


Com o fim da parceria do programa Mais Médicos, pacientes do noroeste paulista estão enfrentando transtornos em cidades da região por causa da falta de médicos nos postos de saúde.

O conselho de secretários de saúde do Estado de São Paulo divulgou uma lista com 36 cidades que deveriam ter médicos ligados ao programa, mas estão sem nenhum profissional. Nove dessas são do noroeste paulista. As cidades são:


  • Mendonça
  • Nova Aliança
  • Mirassolândia
  • Jales
  • Santa Albertina
  • Ouroeste
  • Valentim Gentil
  • Sebastianópolis do Sul
  • Guararapes


Há três meses, o Governo Federal desfez a parceria do programa Mais Médicos com a Organização Pan-Americana da Saúde e tirou os profissionais estrangeiros, a maioria cubana, do sistema. A promessa deles é de que todas as vagas fossem preenchidas por médicos brasileiros.

Mendonça (SP), por exemplo, que tem menos de 6 mil habitante, já enfrenta uma epidemia da dengue. O posto de saúde está sempre lotado, e desde que ficou sem um médico do programa Mais Médicos a situação ficou mais complicada segundo a enfermeira da vigilância da saúde, Marta Alves de Souza.

“Nós temos duas equipes de Estratégia Saúde da Família. Em uma das equipes tem um médico atendendo e a outra equipe ficou sem a médica cubana. Estamos fazendo suporte com um médico plantonista e aguardando o posicionamento do Ministério da Saúde”, diz.

O Ministério da Saúde informou que todas as 8.517 vagas do programa Mais Médicos foram preenchidas, mas um levantamento feito no final de abril mostrou que 1.052 profissionais no Brasil já tinham desistido do programa.

Em Nova Itapirema, distrito de Nova Aliança, já faz um mês que a unidade de saúde da família está sem médico. A secretária da pasta, Andrea Machado, diz que está muito difícil achar interessados pra vaga. “A gente tem procurado preencher a vaga, mas temos bastante dificuldade, talvez pela carga horária, que tem que ser 8 horas diárias”, diz a secretária.

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