APREENSÃO

Fraudes em gestões passadas e dívida triplicada motivaram "Operação Assepsia"

Fraudes em gestões passadas e dívida triplicada motivaram "Operação Assepsia"

Dívida subiu de R$ 13 milhões para R$ 40 milhões nos últimos 4 anos; denúncia de Jacob abriu investigações

Dívida subiu de R$ 13 milhões para R$ 40 milhões nos últimos 4 anos; denúncia de Jacob abriu investigações

Publicada há 4 meses


Da Redação 

Ontem, dia 16, a Polícia Civil, por volta das 8h, deu início à operação Assepsia, em Fernandópolis. Agentes da Delegacia Seccional de Polícia e policiais civis do GOE (Grupo de Operações Especiais) estiveram boa parte do dia na Santa Casa de Misericórdia, no IACor (Instituto Avançado do Coração), fruto de uma parceria entre o hospital e médicos da área cardiovascular regional, e na Unimed Cooperativa.

Os policiais permaneceram nos locais para realizar um levantamento de documentos no setor financeiro das três instituições. Na oportunidade, mandados de busca e apreensão foram efetuados. O inquérito é presidido pelo delegado Dr. Ailton Canato, que, pessoalmente, comandou a operação em questão.

Denúncia

Segundo apurou a reportagem de O Extra.net, uma denúncia do vereador Murilo Jacob levou a Polícia Civil de Fernandópolis a abrir um inquérito que culminou na operação Assepsia, na qual uma série de documentos, computadores e HDs foram apreendidos pelos policiais. “Eu encaminhei a denúncia diretamente para a Polícia Civil, pois havia solicitado para eles (Santa Casa) documentos e não fui atendido”, resumiu o vereador.

A investigação, comandada pelo delegado Dr. Airton Canato, tem 13 meses e o “próximo passo” é cruzar dados e comprovar documentos já colhidos relacionados à Santa Casa e às administrações passadas. O objetivo é esclarecer o motivo do aumento da dívida. De acordo com a polícia, até 2013 o hospital devia aproximadamente R$ 13 milhões. Nos últimos quatro anos a dívida mais que triplicou chegando em 2018 a R$ 40 milhões. 

Outro ponto é investigar possíveis fraudes durante as gestões de ex-provedores, principalmente, ações executadas em desacordo com o estatuto da instituição. A Santa Casa teve o prédio penhorado pela Justiça do Trabalho que avalia ações de ex-funcionários. O imóvel foi avaliado em R$ 31 milhões e pode até ir a leilão. 

Esclarecimentos

Em nota, o Instituto Avançado do Coração informou que foi procurado por autoridades policiais que, na busca de esclarecimentos sobre a sua relação com a Santa Casa de Fernandópolis, solicitaram diversos documentos, os quais foram prontamente entregues, franqueando-se amplo acesso às suas instalações e tendo, inclusive, indicado e apresentado outros que se encontravam em local diverso de seu estabelecimento. O Instituto, ainda, ressaltou que se coloca à disposição da Justiça para novos esclarecimentos, bem como nova diligência.    

Também em nota, a Unimed Cooperativa comunicou seus clientes, cooperados, colaboradores e fornecedores que não está sendo objeto de investigação no inquérito policial que apura eventuais irregularidades existentes na Santa Casa de Misericórdia de Fernandópolis. “A Unimed de Fernandópolis está à disposição para contribuir com a apuração dos fatos  e, neste momento, reforça o seu compromisso de transparência em todas suas relações, sejam comerciais, institucionais e assistenciais”, diz nota.

A reportagem entrou em contato com a Santa Casa, mas, até o fechamento desta edição, não obteve resposta.

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