EDITORIAL

Fatores

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Artigo

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Publicada há 1 mês

A complexidade de fatores que influenciam o comportamento humano e a diversidade de interesses que permeiam a vida do homem dificultam o entendimento para encontrar a luz que poderá iluminar o seu caminho.

Nesse contexto, destaca-se a influência de certas religiões que fazem com que seus seguidores acreditem ser “diferentes” do resto das pessoas, o que serve também para dividi-los entre si.

A isso ainda se acresce a influência do ego que procura sempre nos dominar, confundindo nossos atos para que prevaleça o egoísmo e o apego. De onde vem a força do ego que tanto mal faz às nossas vidas? Do único pecado que

existe: a ignorância. Dela descendem todos os outros males que infernizam nossa existência.

A ignorância sempre vem disfarçada. Dificilmente alguém admitirá que desconhece um assunto para dar uma resposta coerente, precisa, àquilo que é perguntado. Essa atitude não é específica deste tempo, embora alguns dos seus aspectos o sejam: a pressão sobre a necessidade de acumular informação, associada à pressão para apresentar uma resposta imediata – nesta era da velocidade do mundo digital –, faz com que todos queiram emitir uma opinião rápida e certeira a um clique do teclado.

Infelizmente, constatamos que a internet acaba dando voz à mediocridade; ela protege sob o manto do anonimato uma horda de mentecaptos que querem desfilar sua “sapiência” sobre todo e qualquer assunto. É o império da tolice generalizada.

E aí a ignorância passa a reinar. Sócrates sempre dizia que a ignorância era o único mal. Pois dela decorrem todos os outros males. Alguém que ignorar a consciência do que é certo ou errado, naturalmente estará propenso a cometer um erro. Para Sócrates, o conhecimento era algo fundamental; e a partir dessa ideia, o filósofo perseguia o autoconhecimento, que por si só liberta o homem de todas as dependências.

O compromisso firme, e ao mesmo tempo paciente, de remover as crenças nocivas de nossas almas confere-nos, pouco a pouco, a habilidade de ver com mais clareza, através de nossos frágeis temores, nossa desorientação nas questões amorosas e nossa falta de autocontrole. Paramos de nos esforçar para impressionar os outros. Um belo dia percebe-se com satisfação que não estamos mais representando para plateia alguma.

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