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Confirmado: Piratininga, Machado, Dutra e Saravalli foram presos pela Federal

Confirmado: Piratininga, Machado, Dutra e Saravalli foram presos pela Federal

"Operação Vagatomia" foi deflagada pela PF na manhã de hoje. UniBrasil de Fernandópolis é o alvo

"Operação Vagatomia" foi deflagada pela PF na manhã de hoje. UniBrasil de Fernandópolis é o alvo

Publicada há 1 mês

DA REDAÇÃO

Amauri Piratininga, Orlando Machado, Oclécio Dutra e Ricardo Saravalli. Além deles, José Fernando (dono da UniBrasil) e seu filho foram presos pela PF. Foto: Arte/O Extra.net

A "Operação Vagatomia", deflagrada no início da manhã desta terça-feira, 03, em Fernandópolis, em São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Santos (SP), Presidente Prudente (SP), São Bernardo do Campo (SP), Porto Feliz (SP), Meridiano (SP), Murutinga do Sul (SP), São João das Duas Pontes (SP) e Água Boa (MT), resultou na prisão do diretor geral do campus local Amauri Piratininga (que também é servidor da Justiça Estadual no Fórum local), além do advogado e ex-professor Orlando Machado, e da cúpula do Fernandópolis Futebol Clube: Oclécio Dutra (presidente) e Ricardo Saravalli (vice).

A confirmação deu-se através de fontes ligadas à unidade jalesense da Polícia Federal e mais detalhes são divulgados ainda nesta manhã quando será concedida uma entrevista coletiva por parte da direção da PF.

Ao que parece, a princípio, as prisões de Piratininga e Machado são temporárias  ou seja, pelo prazo de cinco dias, após o qual, pode ser prorrogada, convertida em preventiva  ou até liberados; já as de Dutra e Saravalli seriam preventivas  - sem prazo delimitado -.

A OPERAÇÃO

A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta terça-feira, 03,para investigar fraude no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do governo federal. O dono da Universidade Brasil e outras 20 pessoas foram presas.

A Operação Vagatomia investiga esquema de fraudes na concessão do Fies e na comercialização de vagas e transferências de alunos do exterior (principalmente Paraguai e Bolívia) para o curso de medicina em Fernandópolis (SP).

Bolsas do Prouni e fraudes relacionadas a cursos de complementação do exame Revalida também estão sob investigação. Estimativas da Polícia Federal indicam que, nos últimos cinco anos, aproximadamente R$ 500 milhões do Fies e Prouni foram concedidos fraudulentamente.

O dono da Universidade Brasil em Fernandópolis, José Fernando Pinto da Costa, de 63 anos, foi preso em São Paulo, e o filho dele, que também é sócio do grupo educacional, preso no aeroporto de Guarulhos (SP), são apontados como o chefe do esquema.

A operação, deflagrada pela delegacia da PF de Jales (SP), conta com 250 policiais federais nas ruas para cumprir 77 mandados judiciais nas cidades de Fernandópolis, São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Santos (SP), Presidente Prudente (SP), São Bernardo do Campo (SP), Porto Feliz (SP), Meridiano (SP), Murutinga do Sul (SP), São João das Duas Pontes (SP) e Água Boa (MT).

Entre os mandados expedidos estão 11 prisões preventivas, 11 prisões temporárias, 45 ordens de busca e apreensão e 10 medidas cautelares (alternativas à prisão). A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o valor de R$ 250 milhões.

O material apreendido será encaminhado para a PF em Jales (SP) para a realização de análise no interesse das investigações em curso.

Os presos foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informações e estelionato majorado, cujas penas somadas podem chegar a 30 anos de reclusão.

Eles serão ouvidos e posteriormente conduzidos para cadeias da região de cumprimento da prisão onde permanecerão presos à disposição da Justiça Federal.

INVESTIGAÇÃO

A PF recebeu informações, no começo do ano, de irregularidades que estariam ocorrendo no campus de um curso de medicina em Fernandópolis (SP). Vagas para ingresso, transferência e financiamentos Fies para o curso de medicina estariam sendo negociados por até R$ 120 mil por aluno.

Durante oito meses de investigações, a PF concluiu que o chefe da organização criminosa é o dono da universidade onde as fraudes aconteciam, que também ocupa o cargo de reitor.

Segundo a PF, uma estrutura formada por funcionários e pessoas ligadas à universidade dava condições para que as fraudes fossem realizadas.

O esquema contava com “assessorias educacionais”, de acordo com a PF, e contava com o apoio dos donos e toda a estrutura administrativa da universidade para negociar centenas de vagas para alunos (muitos deles já identificados) que aceitaram pagar pelas fraudes a fim de serem matriculados no curso de medicina.

Um dos locais onde os policiais fizeram buscas foi em um haras, em Porto Feliz, que pertence ao dono da universidade preso na operação.

O OUTRO LADO

Até às 10h10 desta terça-feira, 03, a direção da UniBrasil ou qualquer de suas assessorias forneceu qualquer tipo de informação oficial sobre a ocorrência policial. Tão logo seja-nos informado, estaremos procedendo à atualização do texto. Tal procedimento será adotado também em relação aos acusados, seja através de pronunciamentos pessoais ou pelos seus advogados constituídos.

Mais informações à qualquer momento. Cobertura completa da Operação em nossas edições impressas diárias.

Com informações: g1.globo.com


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