INQUÉRITO DA PF

Delegado sugere que Titosi Uehara assuma a administração da Universidade Brasil

Delegado sugere que Titosi Uehara assuma a administração da Universidade Brasil

A manifestação foi exposta pelo delegado da PF de Jales, Cristiano Pádua, no inquérito policial que investiga fraudes cometidas na referida universidade.

A manifestação foi exposta pelo delegado da PF de Jales, Cristiano Pádua, no inquérito policial que investiga fraudes cometidas na referida universidade.

Publicada há 1 mês

Da Redação 

O empresário Titosi Uehara teve o nome sugerido pela Polícia Federal para assumir a administração do campus fernandopolense da Universidade Brasil após a prisão e afastamento do reitor José Fernando Pinto da Costa. A manifestação foi exposta pelo delegado da PF de Jales, Cristiano Pádua, no inquérito que justificou os mandados de buscas, apreensões e prisões em relação aos envolvidos na Operação Vagatomia.

Segundo apurou a reportagem, o nome de Uehara foi sugerido após histórico administrativo ocorrido na FEF (Fundação Educacional de Fernandópolis, em 2015, quando a Justiça de Fernandópolis determinou a intervenção na entidade. No despacho, sugere-se a nomeação do empresário, residente em Fernandópolis, o qual exerceu por 11 meses o cargo de interventor judicial da FEF.

Operação VAGATOMIA

A Polícia Federal prendeu, no início do mês, 22 pessoas, suspeitas de participarem de um esquema de fraude de R$ 500 milhões na Universidade do Brasil, de Fernandópolis, em cima dos programas federais de bolsas de estudo. 

As investigações apontam que o líder da organização criminosa é o próprio dono da universidade, José Fernando Pinto da Costa. O empresário de 63 anos, e seu filho, que também é sócio do grupo educacional, não só tinham conhecimento, mas também participavam dos crimes em investigação. Uma estrutura formada por funcionários e pessoas ligadas à universidade dava condições para que as fraudes fossem realizadas.

O esquema

As "assessorias educacionais", com o apoio dos donos e toda a estrutura administrativa da universidade, negociaram centenas de vagas para alunos que aceitaram pagar pelas fraudes a fim de serem matriculados no curso de medicina.

Entre estes alunos, que compraram suas vagas e financiamentos, existem filhos de fazendeiros, servidores públicos, políticos, empresários e amigos do dono da universidade, todos com alto poder aquisitivo, que mesmo sem perfil de beneficiário do FIES, mediante fraude, tiveram acesso aos recursos do Governo Federal. Com a sistemática atual de inclusão de dados e aprovação do Fies pelas próprias universidades privadas (beneficiárias dos recursos que aprovam) a PF estima que milhares de alunos carentes por todo o Brasil podem ter sido prejudicados em razão destas fraudes.

Titosi Uehara teve o nome sugerido pela Polícia Federal para assumir a administração do campus fernandopolense da Universidade Brasil

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