MEIO AMBIENTE

Nuvem de poluição cobre e abafa Rio Preto

Nuvem de poluição cobre e abafa Rio Preto

Especialista diz que Rio Preto pode estar recebendo material particulado vindo de regiões do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Especialista diz que Rio Preto pode estar recebendo material particulado vindo de regiões do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Publicada há 1 mês


Rio Preto amanheceu nesta quinta-feira, 19, coberta por uma nuvem de poluição que abafou a cidade e prejudicou a qualidade do ar respirado. Com concentrações de poluentes até dez vezes maior do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a atmosfera rio-pretense se igualou às paisagens comuns para cidades como São Paulo e Cubatão. O fenômeno está relacionado com a mudança da direção dos ventos. Segundo especialista, Rio Preto pode estar recebendo material particulado vindo de regiões do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. 

De acordo com dados da estação meteorológica da Cetesb, no bairro Eldorado, às 11h, a concentração de material particulado fino, MP2,5, bateu a marca de 106 microgramas por metro cúbico de ar. A título de comparação, na quarta-feira, 18, nesse mesmo horário, a concentração era de 24  (mcg/m³). A OMS recomenda a média de 10 (mcg/m³) como tolerável pela saúde humana. O poluente fino pode entrar na corrente sanguínea, atingir alvéolos e causar câncer nos pulmões e bexigas. Médicos também relacionam este tipo de poluição com infartos. 

A quantidade de material particulado MP10 também dobrou de quarta para esta quinta-feira. Às 11h, a estação da Cetesb registrou concentração de 140 microgramas por metro cúbico de ar. Para este poluente a OMS recomenda média de 20 (mcg/m³). Oriundo de queimadas, queima de combustível, poeira, indústrias e fontes afins, o MP10 também provoca doenças respiratórias. 

De acordo com o engenheiro sanitarista José Mário Ferreira Andrade, a névoa intensa sobre Rio Preto desde o final da tarde desta quarta-feira está relacionada com a mudança da direção dos ventos. Por meio de imagens de satélites do Air Visual Map e Windy Map é possível notar que Rio Preto está sob influencia de ventos vindos da região Centro-Oeste. "É possível que esses ventos estão trazendo poluentes de regiões como Cuiabá e Campo Grande", afirmou o engenheiro.

Enquanto isso a umidade relativa do ar não passou em nenhum momento dos 54% e chegou aos 35% às 11h - a OMS recomenda pelo menos 60% como ideal para o organismo humano. Para mudar essa condição é chover. No entanto, segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos não há previsão de precipitações até pelo menos quarta-feira, 25. Pelo previsto, a temperatura máxima na cidade chega aos 41 graus Celsius nesta sexta-feira, 20 e cai para 40°C no sábado, 21. A partir de domingo, 22, a previsão é de temperaturas mais amenas entre 16°C e 35°C.

Fonte: https://www.diariodaregiao.com.br/  

últimas