VAGATOMIA

MEC publica Portaria que obriga universidade a reduzir número de alunos do curso de medicina

MEC publica Portaria que obriga universidade a reduzir número de alunos do curso de medicina

Medida está ligada diretamente aos desdobramentos da Operação Vagatomia

Medida está ligada diretamente aos desdobramentos da Operação Vagatomia

Publicada há 2 semanas

Universidade já sofre uma série de sanções do MEC

Gustavo Jesus

A Universidade Brasil foi notificada pelo Ministério da Educação para que reduza o número de vagas no curso de medicina das atuais 205 para 128 por ano. A Portaria foi publicada na terça-feira, 19, e tem efeito a partir da data de sua publicação. A faculdade tem até a sexta-feira, 29, para apresentar recurso.

O texto arquiva o processo do pedido de aumento de vagas que a faculdade tinha em curso e anula a Portaria nº 1222, de 28 de novembro de 2017, que havia permitido que o curso de medicina passasse das 128 para as 205 vagas anuais. A medida do Ministério da Educação está diretamente ligada às fraudes descobertas pela Operação Vagatomia.

Vagas ilegais passavam de 1,3 mil
O articulista Beto Iquegami, na coluna Entre Linhas da edição de O Extra.net do dia 19 de outubro deste ano trouxe a informação que a Universidade Brasil trabalhava com um grande excedente de matriculados. Havia 1.370 alunos a mais que o limite autorizado pelo MEC que até então era de 1.230 acadêmicos (205 por turma, multiplicado pelos seis anos de curso).

O corte dessas vagas devem ocorrer em meados de 2020.

Impacto ainda maior nas contas da cidade
Com mais um corte, desta vez de vagas que eram permitidas pelo Ministério, o volume de alunos no curso de medicina da Universidade Brasil, importante fonte de renda para o comércio local, será ainda menor. Seguindo as ações do MEC e do Ministério Público Federal, o em médio prazo o curso de medicina passaria dos atuais 2,6 mil alunos para 768 (corte de 1.370 vagas excedentes mais 77 vagas anuais cortadas pelo MEC).

Mantendo a média de gasto por estudante, a diminuição pode representar até 70% a menos de faturamento no comércio local.




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