PESCARIA

Mais um pirarucu gigante é fisgado no Rio Grande em Mira Estrela

Mais um pirarucu gigante é fisgado no Rio Grande em Mira Estrela

É a segunda vez em menos de um mês; desta vez peixe pesou 112 quilos e mediu mais de 2 metros

É a segunda vez em menos de um mês; desta vez peixe pesou 112 quilos e mediu mais de 2 metros

Publicada há 1 semana

Da Redação

Pela segunda vez em menos de um mês, um pescador conseguiu retirar um peixe gigante do Rio Grande em Mira Estrela.

Desta vez a façanha foi de um pizzaiolo identificado como Lúcio, que conseguiu retirar um pirarucu que pesa 112 quilos e mede dois metros e dez centímetros. A pescaria foi na última terça-feira, 19, e, para provar que não era história de pescador, Lúcio divulgou a foto abaixa, publicada pela primeira vez pelo site www.votunews.com.br. Ele pescava com isca artificial.

Recentemente

Na segunda-feira, 28 de Outubro, outro pescador, de Mira Estrela, fisgou um Pirarucu de dois metros nas águas doce do Rio Grande.

O autor de pegar o peixe foi o pescador profissional Gonçalo da Silva, trabalha há anos nesta profissão, mas nunca havia passado por tal experiência. O peixe foi fisgado em um bico do Rio Grande.

O Pirarucu de dois metros, pesou 78 quilos e foi fisgado com molinete. O pescador demorou mais de 40 minutos até a retirada da espécie. 

O peixe de dois metros pesou 78 quilos e foi fisgado com molinete durante a pescaria 

Pirarucu  

O pirarucu (nome científico: Arapaima gigas) é um dos maiores peixes de águas doces fluviais e lacustres do Brasil. Pode atingir três metros e seu peso pode ir até 200 kg.[1] É um peixe que é encontrado geralmente na bacia Amazônica, mais especificamente nas áreas de várzea, onde as águas são mais calmas. Costuma viver em lagos e rios de águas claras e ligeiramente alcalinas com temperaturas que variam de 24 a 37 °C, não sendo encontrado em zona de fortes correntezas e águas ricas em sedimentos.

É conhecido também como o bacalhau da Amazônia. Seu nome se originou de dois termos tupis: pirá, "peixe" e urucum, "vermelho", devido à cor de sua cauda.

Esta espécie de peixe possui características biológicas e ecológicas bem distintas: De grande porte, sua cabeça é achatada e ossificada, com um corpo alongado e escamoso. Pode crescer até três metros de comprimento e pesar cerca de 250 kg, possui dois aparelhos respiratórios, as brânquias, para a respiração aquática e a bexiga natatória modificada, especializada para funcionar como pulmão, no exercício da respiração aérea, obrigatória principalmente durante a seca, ocasião em que os peixes formam casais, procuram ambientes calmos e preparam seus ninhos, reproduzindo durante a enchente; é papel do macho proteger a prole por cerca de seis meses. Os filhotes apresentam hábito gregário, e durante as primeiras semanas de vida, nadam sempre em torno da cabeça do pai, que os mantém próximos à superficie, facilitando-lhes o exercício da respiração aérea.

Apesar de ser uma espécie resistente, suas características ecológicas e biológicas o tornam bastante vulnerável à ação de pescadores. Os cuidados com os ninhos, após a desova expõe os reprodutores à fácil captura com redes de pesca ou arpão. Durante o longo período de cuidados paternais, a necessidade fisiológica de emergir para respirar ocorre em intervalos menores, ocasião em que os peixes são pescados. O abate dos machos nestas circunstâncias e também a longa fase de imaturidade sexual dos filhotes, conhecidos como "bodecos" onde seu peso varia entre 30 e 40 quilos, propicia a captura destes por predadores naturais como as piranhas, fazendo assim com que o sucesso reprodutivo da espécie seja diminuído.

últimas