POLÊMICA

Universidade Brasil quer que CGU investigue o MEC por suposto esquema de favorecimento a concorrente

Universidade Brasil quer que CGU investigue o MEC por suposto esquema de favorecimento a concorrente

Pedido é baseado em indícios apontados em reportagem da revista Carta Capital

Pedido é baseado em indícios apontados em reportagem da revista Carta Capital

Publicada há 4 anos

Gustavo Jesus

Reportagem publicada na edição desta quarta-feira, 25, da revista Carta Capital, trouxe uma série de informações sobre a suposta atuação de grupos de ensino privados dentro do Ministério da Educação. De acordo com a matéria, nomeações e atos da pasta estão ligados a interesses da Cogna Educação (antiga Kroton), maior grupo empresarial privado de educação superior do País.

Baseado nas informações da reportagem, a Universidade Brasil vai pedir que a Controladoria Geral da União (CGU) investigue o suposto esquema. “Nós já desconfiávamos destas manobras envolvendo o MEC para quebrar universidades para que a Kroton comprasse”, diz o reitor da Universidade Brasil, o advogado Adib Abdouni. “Agora, apareceram indícios muito fortes que precisam ser investigados pela CGU.”

Segundo a publicação, a servidora Gildete Dutra Emerick  foi exonerada após se recusar a fabricar um parecer para descredenciar a Universidade Brasil. Sua cabeça, sustenta a publicação, foi pedida por Sérgio Henrique de Cabral Sant'ana, ex-advogado da Kroton, e que trabalha como assessor especial do ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Além da CGU, a universidade vai pedir investigações à Polícia Federal e Ministério Público Federal. “É preciso investigar se houve conluio de autoridades públicas e interesses privados.”

O pedido de descredenciamento da Universidade Brasil foi feito depois da deflagração da Operação Vagatomia.  Segundo a Carta Capital, a servidora do MEC Gildete Dutra teria se recusado a elaborar o documento porque os problemas apontados poderiam ser resolvidos sem o descredenciamento, que prejudicaria todos os alunos matriculados. “Desde quando assumi, estamos apurando eventuais irregularidades cometidas por colaboradores “infiltrados”, demitindo àqueles que agiram de má-fé”, explica Abdouni.

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