FATALIDADE

'Implorei para ele não ir à festa', diz pai de jovem baleado na cabeça; amigo diz que suspeito fez roleta-russa

'Implorei para ele não ir à festa', diz pai de jovem baleado na cabeça; amigo diz que suspeito fez roleta-russa

De acordo com a polícia, vítima estava em um aniversário quando um rapaz pegou um revólver, perguntou se as pessoas já tinham brincado de roleta-russa

De acordo com a polícia, vítima estava em um aniversário quando um rapaz pegou um revólver, perguntou se as pessoas já tinham brincado de roleta-russa

Publicada há 4 anos

Da Redação

O pai do jovem Natan Fernando Pezolito, de 19 anos, que morreu após ser baleado na cabeça em um sítio de Mirassolândia, afirmou em entrevista que implorou para o filho não ir à festa de aniversário onde o crime foi registrado.

Natan foi socorrido e levado para o pronto-socorro do município na madrugada de domingo, 22. Ele precisou ser transferido para o Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP), onde permaneceu respirando com o auxílio de aparelhos até a morte ser confirmada na madrugada de quarta-feira, 25.

“Ele foi convidado para ir nesse aniversário, de uma menina que tinha conhecido. Eu implorei para ele não ir, porque estávamos fazendo uma festa, mas ele disse que iria para dar um abraço nela e voltaria rapidamente”, diz o pai da vítima, Edilson Pezolito.

Segundo um amigo de Natan, que também estava na festa, o rapaz suspeito de cometer o crime entrou no quarto dele, voltou armado com um revólver cromado, abriu o tambor e foi para a sala onde a vítima estava sentado com amigos.

“Ele falou para brincarmos de roleta-russa. Eu perguntei para ele o que era isso e ele explicou que era para colocar uma bala no tambor, rodar e atirar. A gente respondeu que ele estava louco, que era para sair fora disso. Ele sentou no canto do sofá e apontou a arma e atirou em falso. Ele fez isso três vezes, até mirar no Natan e disparar”, diz Júlio.

Depois de o crime ser cometido, Edilson afirma ter recebido uma ligação de uma pessoa que contou que o filho tinha acabado de ser baleado na cabeça.


“A gente ficou sem rumo, sem saber o que fazer, mas fomos para o hospital. Eu perguntei para os paramédicos qual era a situação e eles me responderam que tinham feito o que podiam e estavam entregando para os médicos e Deus." 

Ao saber a forma como o disparo foi realizado, Edilson alega não acreditar que o suspeito estava fazendo uma brincadeira entre amigos.

“Ele colocou a munição lá, não é possível. O último disparo foi no meu filho. Eu espero que Deus me ajude e que a polícia possa fazer o trabalho dela”, afirma o pai da vítima.

O corpo de Natan foi enterrado sob forte emoção no final da tarde de quarta-feira, 25, no Cemitério Municipal de Guapiaçu.

De acordo com a Polícia Civil, o rapaz suspeito de cometer o crime tem 24 anos. Ele fugiu e ainda não foi encontrado. O boletim de ocorrência foi registrado como homicídio tentado, mas como a morte cerebral foi confirmada, o caso será investigado como homicídio doloso, quando há a intenção de matar.


Fonte: G1

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