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Insulina inalável de ação rápida passa a ser vendida no Brasil

Insulina inalável de ação rápida passa a ser vendida no Brasil

Uma insulina inalável que pode substituir, em parte, as picadas diárias de injeção dos diabéticos chegou ao mercado brasileiro

Uma insulina inalável que pode substituir, em parte, as picadas diárias de injeção dos diabéticos chegou ao mercado brasileiro

Publicada há 1 semana

Da Redação

A insulina inalável foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em junho de 2019 e será vendida em três dosagens (4, 8 e 12 UI, ou unidades internacionais, de insulina), em embalagens com 90 e 180 refis, e dois inaladores por caixa. A dosagem recomendada deve ser indicada pelo médico.
O Brasil é o segundo país a disponibilizar a medicação, depois dos Estados Unidos. 

Batizada de Afrezza e fabricada por duas empresas - Biomm e MannKind Corporation -, ela tem ação rápida. Esse tipo de insulina, chamada prandial, é geralmente usado antes das refeições para equilibrar a quantidade de insulina na corrente sanguínea e deve ser utilizado junto com insulinas de ação lenta, conhecidas como basais, que mantêm o controle da glicose em períodos mais longos, como a madrugada. 

As insulinas de ação rápida são indicadas para quem tem diabetes tipo 1 e também pessoas com o tipo 2 que têm uma produção muito baixa do hormônio, responsável pelo controle dos níveis glicêmicos no sangue.

Não é a primeira vez que uma insulina inalável é aprovada no Brasil, porém. Em 2006, a Anvisa aprovou a Exubera, da farmacêutica Pfizer, que era usada com o auxílio de um inalador, parecido com o que é usado por pessoas que sofrem com crises de bronquite. 

No ano seguinte à entrada no mercado, porém, a empresa tirou o medicamento de circulação. À época, a farmacêutica associou a retirada do mercado a números insuficientes de pacientes que usavam a droga, mas médicos levantaram outra possível causa: o tamanho do inalador, que poderia ser incômodo para transporte.
Especialistas ouvidos pela Folha apontam que as diferenças do novo medicamento para atuais insulinas prandiais injetáveis são a menor possibilidade de hipoglicemias horas após a administração da droga e a velocidade de ação do medicamento. Enquanto nas insulinas injetáveis o efeito começa a surgir em cerca de 15 minutos e os níveis máximos de hormônio na corrente sanguínea ocorrem em 1h, com o Afrezza o pico de ação já ocorre nos primeiros 15 minutos após a administração.
Mas, para usar a nova insulina, os pacientes deverão ter indicação médica e fazer um exame anual, chamado espirometria, para constatar a capacidade pulmonar. O medicamento não deve ser usado por fumantes, pessoas com problemas pulmonares crônicos e menores de 18 anos.

A caixa com 90 refis de 8 UI cada custa R$ 2.535, 64 e a de 90 refis de 12 UI, R$ 3.819,08. O valor comercial foi definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos.

Segundo a Biomm, por meio do programa Mais Saúde Biomm a insulina inalável pode ter descontos e  custar R$ 1.900,00 (a caixa com 90 refis de 8 UI cada) e R$ 2.600 (a caixa com 90 refis de 12 UI). O paciente pode se cadastrar pelo site ou pelo telefone 0800-057-2467 para adquirir o medicamento por menor valor em redes de farmácia associadas.  

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