VAGATOMIA

Alunos de Medicina divulgam nova carta de repúdio contra a Universidade Brasil

Alunos de Medicina divulgam nova carta de repúdio contra a Universidade Brasil

Discentes pedem que as vagas de internato sejam liberadas

Discentes pedem que as vagas de internato sejam liberadas

Publicada há 2 meses

Gustavo Jesus

Alunos de Medicina enviaram com exclusividade para O Extra.net, mais uma carta de repúdio contra a Universidade Brasil. Os discentes seguem cobrando uma posição da faculdade sobre o Internato do curso e pedem para o Judiciário aplicar as sanções que foram aprovadas contra a universidade.

Veja a carta na íntegra

Segunda Carta Aberta de Repúdio e Indignação

Esta é a segunda carta de repúdio e indignação em nome de todos os alunos de transferência da Universidade Brasil, que mais uma vez se deparam com as mentiras e constantes promessas de convocações dos alunos aptos aos Internatos Médicos. Não há liberação das Portarias com os nomes dos alunos que faltam ser encaminhados para os internatos e portanto, os alunos repudiam todo e qualquer ato por parte dos colaboradores da nova gestão, que foram designados a entrar em contato com os alunos de medicina não convocados, e que mentem e trazem falsas esperanças a estes alunos diariamente.

A nossa situação é em igual teor e forma da carta de repúdio emitida anteriormente e que não tiveram o direito de iniciar as atividades no Internato Médico, como alguns alunos que foram encaminhados. Somos alunos devidamente matriculados e ainda alunos que a faculdade não libera o boleto de rematrícula.

Somos Nota: também não há nenhuma ligação de nossa parte com as denúncias que foram feitas pelo MP, reafirmamos que nunca houve nenhum valor pago para a universidade com finalidade de comprar vagas ou cometer qualquer delito, também nos colocamos nossos documentos acadêmicos a disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações, deixando, assim, bem claro que estamos sendo vítimas de um golpe e má fé por parte da universidade, mais uma vez, também reiteramos aos colegas que respeitamos quem já cursava medicina em Fernandópolis e que também, por parte de alguns deles, estamos sofrendo preconceito por termos iniciado nosso curso no exterior, que insistem em acusar nosso grupo de algo sem provas, sendo este ato criminoso e está na constituição, reiteramos que não cometemos nenhum crime, fizemos a prova e fomos aprovados para vagas remanescentes asseguradas pelo MEC.

Também recebemos encaminhamentos pela coordenadora no Curso especial na época apresentada como coordenadora do internato pela Universidade Brasil, Dra Cintia Morioka, também fomos convocados pela mesma para iniciarmos nosso internato em junho de 2019, muitos de nós também mudaram para as cidades que foram convocados e iniciaram as práticas nos hospitais, todos os alunos tiveram despesas altas e nossos familiares se afundaram em dívidas, pagamos também mais de 9 mil reais de mensalidade todo mês, os boletos sempre pontuais, discriminação e desrespeito nunca deixaram de existir. Internatos suspensos, escândalos que estavam estampados na mídia brasileira e mais uma vez preconceito e insegurança, um pesadelo infindável e nunca fomos notificados oficialmente pela Universidade Brasil do encerramento do internato, estamos parados dos nossos internatos a mais de 6 meses e alguns de nós convocados para internatos a mais de 1 ano.

Após as manifestações do início de fevereiro de 2020 e da Primeira Carta de Repúdio, alguns alunos foram encaminhados aos internatos através de Portarias internas lançadas pela Instituição, mas existia uma forma de ingressar ao internato, o que classificaram como primordial: O PAGAMENTO DE MAIS DE 9 MIL REAIS DA REMATRÍCULA. Então, quem pagou, entrou, eram classificados como aptos ao internato, alunos que já estavam no internato e também alunos que foram convocados mas que ainda não haviam iniciado as suas atividades, muitos alunos estão alocados hoje em Votorantim SP, parados e pagando moradia, alimentação sem nenhum início de suas atividades.

Todos correram pagar a matricula, enchendo assim, os cofres da Universidade Brasil, e com a saída do Reitor da gestão anterior, o Advogado Dr. Adib Abdouni, as portarias foram suspensas e apenas mais uma saiu, desde então mais de 100 alunos aguardam o encaminhamento para dar continuidade ao internato, muitos em Fernandópolis arcando com hotel, alimentação e demais despesas. Com a solicitação de intervenção do MEC dada pelo Exmo Juiz Bruno Valentim Barbosa, da 1º vara Federal de Jales- SP, acreditávamos que a Universidade regularizasse a situação de todos os alunos e assim, não perdêssemos mais um semestre e pudéssemos recuperar todo o tempo perdido, mas isso não ocorreu, e a Universidade Brasil mais uma vez segue a sua própria Lei, nos tirando direitos garantidos e nos tratando com indiferença e na data de hoje, 15 de março de 2020, recebemos o comunicado de encerramento das atividades de internato por 15 dias, mesmo após o Ministro da Saúde ter anunciado que as universidades e seus médicos internos não deveriam parar mediante a situação causada pela Pandemia do Corona Vírus. Estamos literalmente perdidos e sem respostas, a Universidade Brasil ainda só se comunica por terceiros e via WhatsApp, não há nenhum comunicado oficial, o novo reitor não se comunica nem se pronuncia e nossas dúvidas como qual provável data sairá a próxima portaria com os nomes dos alunos (semana que vem, é o que escutamos a mais de 1 mês), em qual município será realizado o internato para locação de casas, programação de mudanças, transferência das escolas dos filhos dos alunos que são pais, programação do dinheiro dos pais de alunos que dependem destes. Mais uma vez demonstramos repúdio por este ato de exclusão, preconceito e discriminação, onde a régua que mede um aluno liberado para o internato não é a mesma medida para os demais, mesmo os matriculados e pagantes, mesmo os que não são diplomados no exterior e mesmo os que não possuem documentação irregular, que é o nosso caso. Repetimos que se existe alguém vítima de algo aqui, somos nós e que o serviço cobrado é pago mas não é ofertado pela Instituição de ensino e merecemos respeito.

Por último a Universidade Brasil pede tempo para, mais uma vez, averiguar nossos documentos para ver se alguém vai para o internato, análise esta que já foi feita lá atrás, mas que não houve a necessidade quando reintegrou diversos alunos ao internato através das portarias lançadas em fevereiro de 2020. A análise antiga feita pela diretoria acadêmica da Universidade Brasil teve valor para estes alunos, mas para nós, pelo jeito não, o que mostra mais uma vez a discriminação e a exclusão a nós, mais de 100 alunos desta instituição.

Perguntamos mais uma vez:
Porque continuam a emitir boletos, pois já fomos comunicados que o boleto para o pagamento de março de 2020 está liberado, sem prestarem os serviços e com tudo paralisado, sem se quer um comunicado oficial de encaminhamento aos internatos, a instituição continua a emitir os boletos e agora nos cobra por um serviço não prestado?

Porque a instituição precisa contratar uma empresa terceirizada para os alunos transferidos? Porque não nos encaminham para o internato como fizeram com os alunos do 9º período que iniciaram as suas atividades desde o 1º semestre na instituição e assim foram para os internatos no dia 6 de janeiro de 2020 na Santa Casa de Fernandópolis, sob responsabilidade do coordenador do internato. Porque pelo fato de sermos transferidos somos tão discriminados e não somos tratados com igualdade? Fazem isso para alegarem depois que nosso internato não será válido, como fizeram anteriormente?
Porque não enviaram nosso contrato de 2020/1 atualizado, com a assinatura dos responsáveis Legais atuais da Instituição, até o presente momento, sendo que o único contrato que temos ainda está com a assinatura digital do Sr. Amauri Piratininga Silva, impossibilitado de assiná-lo, onde está o contrato correto? São perguntas que nunca tivemos respostas.

Mais uma vez nos encontramos com um sentimento interminável de injustiça e prejuízos enormes financeiros, emocionais e alguns irreparáveis como o nosso tempo, sem saber para onde ir e o que fazer, sem previsão para o início do internato ou pior, sem nem saber se vamos para o internato e mais uma vez contratada a terceirizada, se validarão nosso internato.

Somos alunos de medicina e temos o mesmos direitos dos alunos que foram para o internato dia 06 de janeiro e dos convocados através de portarias em fevereiro de 2020, fomos aprovados e somos tão capazes quanto qualquer acadêmico de medicina do Brasil, não estamos pedindo nada que não seja nosso por direito e queremos sim respostas oficiais para que mais uma vez a faculdade não se esquive de culpa e nos informe repentinamente sobre invalidade dos processos ofertados por ela mesma.

Pedimos a Universidade Brasil, mais uma vez:
Que solucione urgentemente a situação de cada aluno que ainda não foi encaminhado para o internato, que parem de derivar a culpa e dizer que sistemas não funcionam, que estão em auditorias internas e demais desculpas que sabemos não serem verdadeiras, e assumam como uma Universidade séria faria. Que comece a nos informar de suas decisões por meio de comunicados oficiais com carimbo e papel timbrado e não mais por WhatsApp colocando funcionários para responder com falsas informações e nos dando falsas esperanças, de que sempre na próxima semana sairá, como tem feito afim de se livrar de nossas cobranças, queremos a verdade.

Ainda não obtemos nossas notas no sistema, pedimos mais uma vez que o regularizem assim como está regular o sistema dos alunos que a Universidade chamam de “regulares” pois iniciaram suas atividades desde o 1º semestre em Fernandópolis, que nossas práticas do internato realizado sejam consideradas, que nossos documentos e contratos sejam regularizados e disponibilizados para todos nós. Pedimos, mais uma vez clareza, transparência e honestidade.

Pedimos ao MEC:
Que averigue processos discriminatórios aqui descritos, que proteja nosso direito de ensino com qualidade e resguarde o aluno que neste caso está em grande prejuízo. Supervisione e investigue as irregularidades cometidas por essa Universidade ou qualquer pessoa que a tenha cometido. Que não feche os olhos para quem está pedindo ajuda.

Pedimos ao Ministério Público:
Que façam valer as sanções impostas a Universidade Brasil e que supervisione para que outras pessoas não sejam vítimas das irresponsabilidades da mesma.
E por fim pedimos a Deus novamente que ilumine as autoridades competentes para que a justiça seja feita e que o poder jamais vença a justiça.

CONCLUSÃO:
Concluímos dizendo mais uma vez que nosso único desejo sempre foi e sempre será sermos profissionais de qualidade e realizarmos nosso sonho, médicos em nosso país, que não é menor do que o de quem iniciou aqui no Brasil! Que possamos recuperar o tempo perdido nos internatos com carga horária adequada pois deixaremos de nos formar dentro do prazo de nossos processos seletivos.

Esperamos que em breve tudo se normalize e possamos concluir nosso curso com qualidade e segurança e que possamos apenas estudar, sem que tenhamos que nos preocupar se o que estamos realizando será invalidado ou não. O Corona Vírus está em nosso país, e nos médicos internos aptos, deixamos de exercer nosso papel pela falta de regularização de nosso internato médico.

Att: Comunidade Acadêmica transferida da Universidade Brasil.

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