POLÍTICA

Vereadores querem criar 5 novos cargos na Câmara. Projeto vergonhoso joga reputação de Fernandópolis na lama

Vereadores querem criar 5 novos cargos na Câmara. Projeto vergonhoso joga reputação de Fernandópolis na lama

Faltam adjetivos para desqualificar a propositura apresentada pela Mesa da Câmara em plena pandemia

Faltam adjetivos para desqualificar a propositura apresentada pela Mesa da Câmara em plena pandemia

Publicada há 6 meses

Um projeto que envergonha os  nobres vereadores e joga Fernandópolis na lama

Parcas vezes na história municipal (quiçá estadual e federal) assistimos a possibilidade de um ato, eivado de tamanho potencial de ser adjetivado com os piores impropérios que um ser humano pode falar, estar em vias de se consumar dentro de um Legislativo. Referimo-nos ao projeto de lei apresentado na última sessão ordinária, de terça, 17, que, num momento de comoção sanitária nacional e mundial causada pelo Coronavírus, com as temíveis consequências para as saúdes individuais e familiares e retração da atividade econômica ainda incalculável, criará, imediatamente, cinco novos cargos na Câmara de Vereadores de Fernandópolis. Pasmem! Enquanto todos buscam economizar cada centavo, vêm os vereadores (alguns) apresentar um projeto que, dentro de uma situação de normalidade, já seria repugnante; com a pandemia atual, chega a ser inqualificável a insensatez do ato.


São cinco novos cargos e milhares de reais pagos por nós, os contribuintes

De telefonista a analista jurídico, passando por secretária e motorista que, se aprovado o projeto, passarão a serem pagos com os recursos disponibilizados pelos contribuintes. Justifica a nobre direção da Casa de Leis que as contratações serão “para melhor desenvolvimento das atividades administrativas e parlamentares”. Aventa-se que ao menos duas dessas novas contratações seriam para atender demanda provinda de aposentadoria. E a aberração legislativa torna-se ainda maior quando consideramos que neste ano teremos eleições municipais; que abunda servidores dentro da Câmara local e que ao menos dois de seus pares estão envolvidos em apurações policiais nas fraudes contra a Santa Casa (afora os da Universidade Brasil) Terão eles a capacidade de, na próxima sessão, reapresentarem tal projeto, retirado, às pressas, na última terça?


Oh! E agora? Quem poderá nos defender? Indaga a população

Simplesmente incrível a dissonância entre tais vereadores, os da Mesa Diretiva da Câmara que subscreveram o projeto retirado e que, salvo mudança de orientação, torna na próxima sessão ordinária, e os anseios populares de seus eleitores. Na região abundam exemplos que vão ao sentido diametralmente oposto dessas ações. São projetos visando diminuir o número de vereadores e, principalmente, a remuneração recebida, adaptando-a ao percebido por agentes públicos municipais (em especial vinculando à remuneração dos professores) ou restringindo ao salário mínimo. Quiçá, “espontaneamente”, os ocupantes da Mesa Diretora, presidida pelo experiente Ademir de Almeida, repense e mude de opinião, pois, na hipótese contrária, haverá choro e ranger de dentes, como lembra o Evangelho de Mateus. E mais! Abrir-se-á via para uma “rebelião popular”, que, se não presencial, no mínimo por meio digital.


Quer ler a coluna na íntegra? Clique aqui: http://oextra.net/21208/vereadores-querem-criar-5-novos-cargos-na-camara-projeto-vergonhoso-joga-reputacao-de-fernandopolis-na-lama 

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