POLÍTICA

Aconteceu o pior! Fim do curso de Medicina trará perda de mais de R$ 15 milhões para Fernandópolis

Aconteceu o pior! Fim do curso de Medicina trará perda de mais de R$ 15 milhões para Fernandópolis

Previsão foi feita em outubro com cancelamento parcial; agora é pior e valor pode quase dobrar

Previsão foi feita em outubro com cancelamento parcial; agora é pior e valor pode quase dobrar

Publicada há 1 mês


Aconteceu o pior! Perda de mais de R$ 15 milhões mensais com fim da Medicina

Alguns irresponsáveis (e que provavelmente auferem volumosos benefícios econômicos resultantes das fraudes) nos acusaram, em outubro passado, quando nestas mesmas linhas, publicamos que Fernandópolis poderia sofrer a maior derrocada financeira de sua história num futuro próximo, de amedrontarmos exageradamente a população. Lá mostramos que, com o avanço das investigações da Polícia e Ministério Público Federal contra o campus local da Universidade Brasil, havia o risco real de perda de 1,3 mil universitários que estariam em situação irregular e frequentando o curso de Medicina. Somente com estes a estimativa, das mais conservadoras, indicava cerca de R$ 15 milhões a menos no comércio local mensalmente. Porém a decisão do Ministério da Educação e Cultura-MEC foi ainda pior e atingiu todos os matriculados, inclusive os regulares, pondo fim ao curso.


Número pode dobrar, pois não inclui os 1,2 alunos em situação regular no MEC

Mas  a situação consolidada na última terça, 31, quando publicado o ato do MEC desativando o bacharelado de Medicina, é muito pior que as projeções publicadas com exclusividade nesta coluna em 2019. Lá levávamos em consideração “apenas” o afastamento de 1,3 mil estudantes que estavam em situação irregular, excedendo a autorização de funcionamento. Agora a casa caiu por completo: estão inclusos os 1.230 universitários regularmente matriculados (205 vagas anuais, o que perfaz esses 1.230 alunos nos seis anos de curso). Ou seja, numa quantificação simplicista e sujeita a mensurações mais exatas posteriormente, o prejuízo local deve quase dobrar. Mas calma! Nem tudo está perdido, embora esteja bem próximo disso. Pois a decisão do MEC é administrativa e dela cabe recurso. Há ainda a possibilidade de ações políticas interferirem no processo. Difícil? Sim, mas uma mitigação.


“The perfect storm”: a pandemia do coronavírus e a falência de empresas

A que situação nos levou o reitor afastado da Universidade Brasil José Fernando Pinto (foto) e sua patota local e regional. Estamos naquele cenário do calque morfológico que, em climatologia, indica um fenômeno de grande magnitude e potencial destrutivo prestes a ocorrer em decorrência da reunião de vários fatores nocivos. Desativado o curso, como manda o MEC, os alunos regulares deverão ser abrigados em outras instituições congêneres; os irregulares, com diria um apresentador televisivo, terão que correr atrás de seus direitos. Resta a indagação recorrente: a quem pedirão socorro os inúmeros empresários das áreas de alimentação, de diversão, de eventos, da educação e, principalmente, do setor imobiliário, que já terão que suportar os terríveis efeitos da pandemia do coronavírus? 


Será difícil o delegado de Polícia Federal Cristiano de Pádua da Silva resistir ao convite que lhe fora feito, afinal, transferir-se da Delegacia de Jales para a de Rio Preto é, indubitavelmente, uma proposta das mais vantajosas. Pois Cristiano teria recebido a oferta logo após a saída do delegado-chefe da unidade rio-pretense André Luiz Previato Kodjaoglanian que, dispensado da função, deve ser candidato a vice-prefeito em Lins, numa dobradinha com o também delegado (só que da Polícia Civil) João Pandolfi. Por enquanto o jalesense preferiu se manter em silêncio e não comentou a possibilidade, limitando-se a afirmar que sua principal preocupação é a conclusão das investigações contra a Universidade Brasil de Fernandópolis, na venda de vagas e bolsas de estudos no curso de Medicina. Tal Inquérito Policial ainda está aberto e, pelo que deixou antever, somente após a conclusão é que estaria disponível para a mudança. Outra investigação de vulto comandada por Cristiano foi a Farra do Tesouro, desencadeada contra a Prefeitura de Jales que, em duas fases, identificou cerca de R$ 10 milhões em desvios de recursos públicos e levou várias pessoas à prisão. A prisão do ex-prefeito de Dolcinópolis, José Luiz Inácio de Azevedo, acusado de patrocinar diversas fraudes públicas, ocorrida em 2017, também ganhou repercussão estadual.


Eles querem desafiar Pessuto: Henri Dias e José Carlos Zambon

Encerrado o prazo para troca de partidos por parte dos detentores de mandatos eletivos nas Câmaras, eis que a movimentação partidária indicou que restaram dois nomes que podem, em tese, desafiar a tentativa de reeleição de André Pessuto. Henri Dias, do PTB, e José Carlos Zambon, que ficou no PSDB, são os principais cotados. Há a possibilidade - alta - do PSDB integrar a coligação de Pessuto e restar Dias, unificado, na oposição. 


Câmara Municipal doa R$ 500 mil para Santa Casa no combate à pandemia

Seguindo no esteio de diversos legislativos da região, a Câmara fernandopolense doou R$ 500 mil para a Santa Casa de Fernandópolis. O valor será revertido na contratação de sete profissionais para atender ao aumento da demanda, dentre eles quatro técnicos de enfermagem que operarão as novas unidades de internação e respiradores. O recurso saiu da devolução do duodécimo que ocorria ao final de cada ano. Na foto, o atual presidente Ademir de Almeida.



A prefeita da região que contraiu Covid-19 recebe altaE a prefeita Maria Inês-PSDB, que estava internada no Hospital São Domingos de Catanduva com coronavírus recebeu alta na quinta, 02, e vai continuar o tratamento em casa. Ela foi a primeira gestora da região atingida pela pandemia e recentemente esteve em São Paulo. “Peço a todos que levem esse vírus a sério”, afirmou na saída, pedindo a valorização dos profissionais de saúde.


Votuporanga abriu a porteira e agora quase toda a região libera a realização de feiras livresEsperamos, sinceramente, que os gestores municipais tenham tomado a decisão correta, porque, senão... Bem, o número de contaminações das próximas semanas dirão. Aos fatos. Após o prefeito João Dado, de Votuporanga, ter dado a largada, autorizando a realização de feiras livres por lá, obrigando o uso de máscaras e luvas, eis que praticamente toda a região adotou atitudes similares. Em Fernandópolis, André Pessuto fez anúncio similar, com precauções quase que idênticas, autorizando a realização da feira amanhã; em Ouroeste, Livia Oliveira, mostrando recomendação da Secretaria Estadual de Agricultura, também liberou o evento para os domingos e quintas-feiras; em Mira Estrela, Márcio Borges, publicou ontem decreto similar, com as cautelas de praxe. Diversas outras Prefeituras da região agiram igualmente.


Quer sair, mas só vai se Bolsonaro demiti-loO ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta confidenciou a aliados que, após ataques públicos do presidente Bolsonaro, acusando-o de não ser humilde e ter extrapolado na pandemia do coronavírus, quer deixar o cargo. Ele, que é médico, reafirmou que não pedirá demissão e que só sairá se Bolsonaro o demitir. Mandetta, junto a Sérgio Moro e Paulo Guedes são os ministros mais populares atualmente.


Pesquisa: dados nada favoráveis ao governoA XP divulgou ontem pesquisa qualitativa feita a nível nacional. A reprovação ao presidente subiu de 36% em março para 42% em abril; a avaliação ótima ou boa caiu de 30% para 28%. 44% consideram sua atuação no combate à pandemia como ruim ou péssima, enquanto que a do seu ministro de Saúde, Henrique Mandetta, é avaliada como ótima ou boa por 68%. A atuação dos governadores é aprovada por 59%.



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