SOLIDARIEDADE

Energia de sorveteria é religada após moradores fazerem 'corrente do bem'

Energia de sorveteria é religada após moradores fazerem 'corrente do bem'

Justiça concedeu uma liminar a favor do comerciante de Votuporanga

Justiça concedeu uma liminar a favor do comerciante de Votuporanga

Publicada há 1 mês

Da Redação

O dono da sorveteria que teve a energia elétrica cortada por falta de pagamento em Votuporanga conseguiu, literalmente, ver uma luz em seu negócio. A Justiça concedeu uma liminar ao sorveteiro Luís Augusto Demori para que o fornecimento seja restabelecido.

A decisão saiu depois que moradores se juntaram em uma corrente do bem e compraram todo o estoque de mais de 3 mil picolés.

Com a decisão, Luís, que é pai de três filhos, retomou a fabricação dos sorvetes, mas só abrirá novamente a partir de segunda-feira, 17.

“Eu já tinha entrado com na Justiça com pedido para eles não cortarem a luz. Isso foi há mais ou menos um mês. Por causa da pandemia, o juiz demorou para julgar, mas ele concedeu liminar e a empresa religou a energia”, afirmou Luís, emocionado, ao G1.

O mestre sorveteiro afirmou que moradores de diversos estados do Brasil e até de outros países o procuraram para oferecer ajuda depois de verem sua história.

“Pessoas da Itália, Estados Unidos, Uruguai, Fortaleza, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Belo Horizonte entraram em contato comigo. Fiquei sem palavras”, conta.

Embora ele tenha conseguido quitar parte das dívidas, inclusive três parcelas da conta de energia, o valor arrecadado com as doações ainda não é suficiente para "sair do veremelho”.

“Consegui arrecadar mais de R$ 4 mil, mas só de aluguel do prédio eu tenho R$ 30 mil para pagar. Agradeço muito a todos que estão me ajudado. Vou me reerguendo novamente aos poucos”, afirma.

Rede de solidariedade

Na última terça-feira, 11, Luís gravou um vídeo anunciando uma promoção de sorvetes, pois os produtos iriam derreter, aumentando ainda mais seu prejuízo. 

O que ele não imaginava era que os moradores de Votuporanga se comoveriam com a história e lotariam seu estabelecimento.

Em menos de três de três horas, ele vendeu mais de 3 mil picolés e todo o estoque de sorvete de massa. Uma longa fila se formou na frente de sua gelateria.

"Vendi tudo e não acreditei. Ainda existem pessoas de bom coração. Além dos clientes, o pessoal me ajudou, me deu dinheiro, R$ 100, R$ 200. Ainda existem pessoas boas e dispostas a ajudar, mesmo em uma crise dessa. Não tenho palavras para agradecer”, contou Luís no dia do ocorrido.

Depois de receber o apoio da população, uma vaquinha online foi criada para as pessoas que ainda desejam ajudá-lo a superar a crise provocada pela pandemia.


Fonte: G1

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