O alpinista

O alpinista

A história de um aventureiro que sempre buscava superar mais e mais desafios

A história de um aventureiro que sempre buscava superar mais e mais desafios

Publicada há 1 mês

MINUTINHO

Perdoar e compreender

Por: Chico Xavier/Emmanuel

Muita gente perdoa, no entanto, não compreende, e muita gente compreende, todavia, não perdoa.

Muitos companheiros se alheiam às ofensas recebidas, procurando esquece-las, mas querem distância daqueles que as formulam, sem lhes entender as dificuldades, e outros muitos compreendem aqueles que os molestam, entretanto, não lhes desculpam os gestos menos felizes.

Perdoar e compreender, porém, são complementos do amor e impositivos do aceitar os nossos companheiros da humanidade, tais quais são.

Reflitamos nisso, reconhecendo que o entendimento e a tolerância que os outros solicitam de nós são a tolerância e o entendimento de que nós necessitamos deles.

É possível que nos haja ferido e igualmente provável tenhamos ferido a outrem. Alguém terá errado contra nós e teremos decerto errado contra alguém.

Pondera isso e compadece-te de todos os ofensores.

Quem te prejudica talvez age sob compulsiva da necessidade; quem te menospreza, possivelmente sofre a influência de transitórios enganos; aquele que te esquece com aparente descaso estará enfermo da memória, e aquele outro ainda que te golpeia evidentemente procede sob a hipnose da obsessão.

Nunca te revoltes, nem desanimes.

Faze o bem, olvidando o mal.

Desculpemos quaisquer faltas, compreendendo os autores delas, e compreendamos os nossos irmãos em falta, desculpando a todos eles.

O amparo espiritual que doemos agora, a favor de alguém, será o amparo espiritual de que precisaremos todos da parte de outro alguém.

Quando Jesus nos adverte: “perdoa setenta vezes sete a teu irmão”, claramente espera venhamos a compreender outras tantas.

CRÔNICA

O alpinista

Por: Autoria desconhecida

Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios. Ele resolveu, depois de muitos anos de preparação, escalar o Aconcágua, o ponto mais alto das Américas.  

Porém, ele queria a glória somente para si, e resolveu escalá-lo sozinho, sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de um desafio dessa dificuldade.

Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde, porém, como não havia se preparado para acampar, resolveu seguir a escalada, decidido a atingir o topo. Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais enxergar um palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada. Tudo era escuridão. Zero de visibilidade.

Não havia lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens. Subindo por uma parede e a apenas cem metros do topo, ele escorregou e caiu; caía a uma velocidade vertiginosa, somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na mesma escuridão, e sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade. Ele continuava caindo, e nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente todos os momentos - felizes e tristes - que ele já havia vivido em sua vida.

 De repente ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade. 

Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura. Nesses momentos de silêncio, suspenso pelos ares na completa escuridão, não sobrou para ele nada além do que gritar:

 – Oh meu Deus, me ajude!

 De repente uma voz grave e profunda vinda do céu respondeu:

 – O que você quer de Mim, meu filho?

 – Me salve meu Deus, por favor!

 – Você realmente acredita que Eu possa te salvar?

 – Eu tenho certeza meu Deus.

 – Então corte a corda que te mantém pendurado.

 Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda à corda e refletiu que se fizesse isso morreria.

 Conta-se, que o pessoal de resgate encontrou no dia seguinte um alpinista congelado morto, agarrado com força, com as duas mãos, a uma corda a tão somente dois metros do chão.


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