CHEIRO FORTE!

Animais mortos e fogo subterrâneo: fumaça brota da terra e intriga fernandopolenses

Animais mortos e fogo subterrâneo: fumaça brota da terra e intriga fernandopolenses

Os bombeiros lutaram contra um incêndio diferente às margens da Avenida Getúlio Vargas, embaixo da superfície da terra, que queimou a vegetação a partir das raízes

Os bombeiros lutaram contra um incêndio diferente às margens da Avenida Getúlio Vargas, embaixo da superfície da terra, que queimou a vegetação a partir das raízes

Publicada há 1 mês

Breno Guarnieri

Uma fumaça intermitente que brotava de um terreno, situado atrás do frigorífico, às margens da Avenida Getúlio Vargas, zona leste de Fernandópolis, intrigou os moradores durante a semana. A fumaça, segundo relatos nas redes socias, continuou mesmo após o Corpo de Bombeiros, na terça e quarta-feira, combater o incêndio no local.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a hipótese é de que algum incêndio de superfície tenha atingido o subsolo e que isso causou o fogo subterrâneo, tendo em vista que o terreno possui muita matéria orgânica.

Segundo apurou a reportagem, durante a construção da Avenida Getúlio Vargas, via pública localizada ao lado do terreno que pegou fogo, foi detectada, na oportunidade, por especialistas a presença de turfa naquela região do município.

As turfas são regiões de subsolo que possuem alta concentração de carbono, formada pela alteração de decomposição de matéria orgânica em um ambiente com muita água e sem oxigênio.

Moradores apreensivos

A dona de casa Marta Caetano, 39 anos, resolveu se arriscar e entrar na área para procurar focos de incêndio depois que os bombeiros foram embora. Ela conta que, desde que a fumaça começou, a vegetação tem mudado. "Entrei na mata para ver se tinha fogo, alguma coisa. Só afundei na terra, que está mole”, diz.

Mesmo intrigados com o possível fenômeno, o que mais preocupou os moradores daquela região foi a fumaça por causa do cheiro forte. "O cheiro é horrível, desagradável. Durante o dia fica uma fumaça mais branda, mas à noite fica bem mais forte”, relata a estudante Carla Santiago, 28 anos.

De acordo com o professor Pedro Orlando, 27 anos, foi possível ver animais mortos carbonizados na vegetação. “É uma pena. Muito triste. Vi alguns animais mortos pelo fogo. Eu moro aqui há 15 anos e esse local sempre foi complicado”, desabafa. 

Há placas pedindo a colaboração da população para não colocar fogo e nem jogar lixo na referida área.

A fumaça foi vista de várias partes de Fernandópolis. Foto – TV Noroeste 


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