POLÍTICA

Ex-prefeito vira bolsonarista e deve ‘incendiar’ o parquinho em outubro

Ex-prefeito vira bolsonarista e deve ‘incendiar’ o parquinho em outubro

Veja também: Câmara: reforma de cobertura predial custará R$ 573 mil

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Publicada há 10 meses

Quem diria?

Muitos poucos, certamente, poderiam dimensionar o revide que se avizinha no horizonte político regional.

Defenestrado pelo grupo que atualmente governa o município e detém o poder na Assembleia Legislativa Paulista (Alesp), eis que o ex-prefeito João Dado promete, literalmente, incendiar o parquinho eleitoral neste ano. E tudo bem arquitetado, planejado e com ares de vingança.

Sob certo sigilo, ou melhor, com ausência da devida publicidade que poderia ter, o ex-prefeito e ex-deputado federal votuporanguense se filiou, há cerca de um mês, ao PL, o mesmo partido do presidente e tendo-o como abonador pessoal de sua ficha. Ele era integrado ao PSD.

E sabe qual o plano de Dado, que tem legenda garantida, alijado da disputa municipal de 2020 após perder o apoio do grupo de Carlão Pignatari, favorável a Jorge Seba?

Pois acertou quem respondeu entrar no jogo sucessório estadual e/ou federal, rachar a política local e regional, apoiar o ministro Tarcísio de Freitas na disputa contra João Doria e deitar e rolar junto aos bolsonaristas da região, mostrando ao seus ex-aliados que, conforme prometido lá traz, mantém ‘o sangue nos olhos’.

É a oposição renascendo por lá, após praticamente 20 anos de uníssono acorde.

Desde a última quinta-feira, 03, está reaberta a famosa ‘janela partidária’, prevista pela Lei das Eleições (9.504/97) e que abre, a cada ciclo eleitoral, um período de 30 dias no qual é permitido a migração de legenda sem a caracterização de infidelidade partidária e a consequente perda do mandato.

Indo, agora, de 03 de março a 1º de abril, o período deve ser um dos mais ativos, sobretudo pelas mudanças de parlamentares estaduais e federais que serão motivadas pela junção do PSL e DEM - com a criação do União Brasil (UB) - e também pela filiação do presidente Bolsonaro ao PL e a resultante movimentação de seus apoiadores.

Prismando a região, é certa a integração do federal olimpiense Geninho Zuliani ao UB, onde deve ter primazia eleitoral no noroeste paulista, inclusive com fortíssima possibilidade de ‘dobrar’ com o atual presidente da Assembleia Legislativa (Alesp) Carlão Pignatari. Luiz Carlos Motta, ‘vibrando’ com a chegada de Bolsonaro, segue firme e sólido no PL.

O fernandopolense Fausto Pinato é outro cotadíssimo para encorpar as estatísticas, com possibilidades de deixar o Progressistas (PP) e ir para o MDB, num curto-circuito que envolve até junção com Itamar Borges (MDB) na campanha eleitoral. Aventa-se também que Pinato, brevemente, irá ratificar apoio à candidatura de Rodrigo Garcia (PSDB) para o Palácio dos Bandeirantes. Outras possibilidades, tais como o próprio UB e até o PSB não estão descartadas.

A nível executivo, o prefeito fernandopolense André Pessuto (DEM), deve inscrever-se no UB, sendo que os demais das principais cidades da região ficam como estão: Jorge Seba, de Votuporanga, no PSDB, mesmo partido do jalesense Luis Henrique. Reginaldo Marcomini, do PSD, é dado como nome certo no PSDB.

Lembrando que janela não abrange os vereadores, cuja possibilidade será aberta em 2024, quando do aproximar das eleições municipais.

Enquanto isso...

  • Pinato tem a benção do ex-presidente Michel Temer para ingressar no MDB. Ele seria um dos articuladores da migração do deputado e defensor da dobrada com o atual secretário de Agricultura Itamar Borges (MDB). A junção pode até atingir o prefeito rio-pretense Edinho Araújo (MDB), num prelúdio das eleições municipais de 2024.
  • Fausto está atirando contra Geninho Zuliani e Carlão Pignatari, acusando-os publicamente de prejudicar, com a ‘invasão’ de território de outros deputados, a candidatura de Rodrigo Garcia (PSDB) para o governo estadual. Para Pinato, a ação de ambos só divide outros deputados, prefeitos e vereadores e deixam Rodrigo patinando na rabeira das pesquisas. 
  • Tanto Carlão Pignatari (PSDB) como Itamar Borges (MDB) e Analice Fernandes (PSDB) devem permanecer em seus respectivos partidos.

*Conteúdo originalmente publicado na coluna .Inside de sexta-feira, 04/03/2022.

Telhado: reforma de R$ 573 mil

A empresa Saliarte Construtora acabou vencendo a licitação e terá à disposição R$ 573 mil para obras na cobertura da Câmara fernandopolense. Apenas três empresas participaram e as derrotadas abriram mão dos prazos recursais. A contratação é fundamentada em problemas de infiltração, fiação elétrica e cabos de rede entre a laje e as telhas.

Portas fechadas e menos 30 empregos

A Casa Shopping, empresa ocupante de 2 mil metros quadrados e com mais de 30 mil produtos expostos, além de lanchonete e playground, fechou as portas nesta semana de sua unidade votuporanguense. Não há registro de ação similar nas demais lojas esparsas país afora. São cerca de 30 empregos encerrados.

Após Tarcísio, agora é a vez de Haddad

A região promete sediar eventos políticos neste ano. Não bastasse a presença constante do governista Rodrigo Garcia (PSDB), seguida da recente visita do bolsonarista Tarcísio de Freitas, agora é a vez do petista Fernando Haddad confirmar agenda na região dentre os dias 16 a 18. Com programação ainda aberta, ele, que lidera as prévias eleitorais por enquanto, deve registrar presença nas principais cidades do noroeste paulista.

R$ 1,4 milhão no cofre

André Pessuto confirmou a celebração de convênio com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento para implantação do programa Cidadania no Campo – Rotas Rurais, que irá render R$ 1,4 milhão para Fernandópolis. O recurso, liberado pelo secretário Itamar Borges (MDB), deve ser aplicado em manutenção de vias rurais e na preservação de recursos naturais.

Mínimo paulista maior

O governo de SP enviou projeto a Alesp propondo reajuste de 10,3% no salário mínimo estadual. Com os novos valores, os trabalhadores que se enquadram na faixa 1 passam a receber R$ 1.284 e os que fazem parte da faixa 2, R$ 1.306. O piso de menor valor supera em quase 6% o piso nacional, que desde do início de 2022 é de R$ 1.212.

Crescimento? Comparando com nada...

O Produto Interno Bruto (PIB) nacional fechou 2021 em alta de 4,6%, segundo o IBGE. É o melhor resultado desde 2010 quando o crescimento foi de 7,5%, sendo que a soma total foi de R$ 8,7 trilhões. O problema é que o comparativo – o ano de 2020 – foi um desastre (-3,9%), face a queda motivada pela pandemia de Covid-19. Ao menos recuperou a perda.

De 7º para 13º: o Brasil!

Apesar dos 4,6% de crescimento, o Brasil caiu novamente no ranking das maiores economias do mundo. Agora é a 13ª maior, após também ser superada pela Austrália. O país que já ocupou a sétima colocação por cinco anos (de 2010 a 2014), já havia sido ultrapassado, em 2020, por Canadá, Coreia e Rússia, saindo do top 10.

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