FERNANDÓPOLIS

“Oferecemos hotel e alimentação, mas não querem”, diz prefeito sobre grupo na Praça

“Oferecemos hotel e alimentação, mas não querem”, diz prefeito sobre grupo na Praça

Durante a semana, pessoas em situação de rua, que fazem da Praça Central uma moradia, se incomodaram e ficaram agressivas com realização de evento de aniversário dos 83 anos de Fernandópolis

Durante a semana, pessoas em situação de rua, que fazem da Praça Central uma moradia, se incomodaram e ficaram agressivas com realização de evento de aniversário dos 83 anos de Fernandópolis

Publicada há 2 meses

Pessoas em situação de rua ocupam Praça da Matriz, em Fernandópolis. Foto: Rede Social - André Pessuto 

Breno Guarnieri 

Em meio a um dos pontos mais movimentados de Fernandópolis, um retrato triste de diferença social chama a atenção de quem passa pela Praça Joaquim Antônio Pereira, na região central do município. Há algumas semanas, pessoas em situação de rua fazem de um pequeno espaço o local de uma moradia. É possível notar até mesmo a presença de varal entre os arbustos e as árvores.

Uma tentativa de resolver a situação foi feita na noite da última terça-feira, dia 31, durante a inauguração da Casa do Artesão “Helivane Maria Botelho da Silveira Moraes”, situada na Praça da Matriz, promovida pela Prefeitura. 

Na ocasião, o grupo de pessoas em situação de rua se incomodou e ficou agressivo com a realização do evento, que fez parte da programação de aniversário dos 83 anos de Fernandópolis.

Durante a manifestação do grupo, um membro solicitou ajuda. Com o apoio da Polícia Militar, o prefeito André Pessuto, vereadores e profissionais da Secretaria de Assistência Social se aproximaram do referido grupo e ofereceram local apropriado para ele (solicitante) e aos demais ocupantes da praça. 

“O pedido de ajuda nos trouxe um certo alívio, pois afinal é o que mais queremos fazer, ajudar cada um deles, mas sabe o que aconteceu? Na chegada à Delegacia, quando estávamos perto de buscar uma solução, ele não mais aceitou, negou nosso auxílio e minutos depois estava novamente na praça”, destacou o prefeito André Pessuto ao relatar o caso em sua rede social. 

No dia seguinte, quarta-feira, uma nova tentativa. Uma equipe voltou à Praça Central com diversos profissionais da Assistência Social, oferecendo novamente internação, abrigo, alimentação e tratamento. “Mais uma vez fomos recebidos com a negativa de todos, ninguém aceitou e tivemos que ir embora”, acrescentou Pessuto. 

Não deem dinheiro e não comprem bebidas

Ainda de acordo com o prefeito, a situação não é tão simples como parece. “Sabemos que a nossa população é muito solidária e gosta de ajudar o próximo, mas mediante a situação encontrada na Praça Central, pedimos: não deem dinheiro, não comprem bebidas. Essas pessoas têm todo apoio se quiserem e necessitarem, mas acabam rejeitando, pois a Praça se tornou um lugar atrativo e eles não querem sair de lá. Eles não são moradores de rua que estão passando por dificuldades ou falta de alimentos, mas pessoas que estão optando por viver assim e, muitas vezes, acabam xingando, ofendendo e, até mesmo, agredindo a população que circula pelo local. A ajuda de todos é essencial. Estamos sim dando toda estrutura e suporte que eles precisam e merecem, mas necessitamos que esse grupo aceite, para que cada um deles possa ter uma vida digna e melhores condições de moradia”, salientou.

Hotel e alimentação 

Para finalizar o prefeito André Pessuto frisou que há tempos é oferecido ao grupo, que está ficando na Praça Central, atendimento em hotel, banho, alimentação (todos os dias) no CREAS, além de kit higiene. “Infelizmente eles têm apresentando resistência e rejeitam esse auxílio. O que acaba nos deixando de ‘mãos atadas’, pois a Lei não permite que a gente os obrigue a aceitarem”. 

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