ELEIÇÕES 2022

Derrota de Bolsonaro atrapalha planos de fernandopolenses assumirem vagas no governo estadual de Tarcísio

Derrota de Bolsonaro atrapalha planos de fernandopolenses assumirem vagas no governo estadual de Tarcísio

Agora eles também concorrem com 'desalojados' de cargos federais

Agora eles também concorrem com 'desalojados' de cargos federais

Publicada há 2 meses

Eles trabalharam, cada qual a sua maneira e dentro de suas limitantes eleitorais, para as campanhas federal de Bolsonaro e estadual de Tarcísio e, obviamente e sob sigilo público, esperam (ansiosamente) serem compensados regiamente, sobretudo com altos postos de comando dentro da hierarquia estatal paulista, principal (e se possível for), em cargos de relevância pública e com visibilidade eleitoral, aptos a catapulcarem seus projetos pessoais, sobretudo com vistas à Prefeitura de Fernandópolis em 2024.

E os projetos desses fernandopolenses pareciam caminhar bem, sobretudo com a confirmação nas urnas das projeções feitas pelas pesquisas, dando o ex-ministro como novo governador, consolidando as possibilidades de uma vaga numa secretaria de estado, numa estatal, num departamento, numa diretoria... 

Pareciam!

Pois a derrota de Bolsonaro o fez recuarem em suas projeções otimistas, gradativamente cedendo lugar a dúvidas cruéis.

E o fundamento do receio é bem factível: os milhares de pupilos bolsonarista que serão desalojados de Brasília têm que buscar novos postos de trabalho e, terão como novo alvo justamente o Palácio dos Bandeirantes, onde se vislumbra a constituição do novo reduto bolsonarista.

É um processo de reacomodação natural e decorrente da derrota federal.

Um dos principais expoentes desse rol de políticos local confessou à coluna, na manhã desse primeiro dia pós-eleição, a situação, fazendo um comparativo dos mais interessantes:

- Imagine que se Bolsonaro vencesse estaríamos concorrendo num vestibular em uma faculdade privada; agora, com sua derrota, a comparação é com uma universidade pública.

Traduzindo, a concorrência aumentou. Quantitativa e qualitativamente. O que não significa impossibilidade. Apenas maior grau de dificuldade.

*Após a publicação desta coluna, tivemos ciência de matéria veiculada no site UOL onde o governador eleito Tarcísio de Freitas afirma que há espaço para nomes do governo Bolsonaro em sua gestão.


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