domingo, 20 de agosto de 2017
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05/08/2017 17:37
Edição 3103

Acusado de pedofilia pega 29 anos de prisão

Preso pela DIG em dezembro de 2015, esta é a segunda condenação de Sergio Ribeiro Martins, de 39 anos: de acordo com Inquérito Policial, ele teria abusado de meninas entre 11 e 14 anos de idade

Por João Leonel 


Em audiência na 2ª Vara Criminal da Comarca de Fernandópolis nesta quinta-feira (03), o juiz Vinicius Castrequini Bufulin condenou Sergio Ribeiro Martins, de 39 anos, a uma pena de 29 anos de prisão. O julgamento tratou sobre "estupro de vulnerável" - crime previsto no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) -, sendo a vítima uma garota menor de idade. Da, sentença, de 1ª instância, cabe recurso, e a advogada do réu já atua para suspender a condenação de seu cliente. 


RELEMBRE O CASO 

A DIG mantinha investigações sobre o acusado desde meados de 2014. Monitorando as ações de Sergio Ribeiro Martins, os investigadores constataram que ele se passava por uma adolescente e utilizava um perfil falso - “fake” -, no Facebook, com o nome de uma ex-namorada, ainda de quando residia na cidade de Nova Granada. Neste Facebook fake, o indiciado postou na imagem do perfil a foto de uma adolescente. Além do Facebook, ele usava o WhatsApp para atrair meninas entre 11 e 14 anos. Mais uma vez se passando por uma adolescente, de nome “Jéssica”, ele possuía dois números de celulares cadastrados no WhatsApp: 17 99623-0578 e 17 997641408. A algumas das vítimas ele pedia para ver o corpo e os órgãos genitais, além de solicitar o endereço. Vasto material pornográfico estava armazenado nos dois celulares e também em um computador do réu, apreendidos pela DIG e que foram submetidos a perícias técnicas. 


OUSADIA

 Quando conseguia o endereço de suas vítimas - até o momento são 6 confirmadas -, Sergio se dirigia à residência informada pelo Facebook ou WhatsApp e filmava as meninas, até mesmo enquanto elas dormiam.


 REINCIDÊNCIA?

 De acordo com levantamento de sua ficha criminal, Sergio já teria cumprido pena - de 4 anos e meio -, pelo crime de atentado violento ao pudor “presumido”. A família do indiciado alegou ao comparecer à DIG que ele seria “semi-imputável” (indivíduo com redução da capacidade de compreensão ou vontade). Este fato teria, inclusive, sido determinante para que sua pena, já cumprida, não chegasse a quase 20 anos de prisão. O caso foi registrado na cidade de Nova Granada. Até de ser preso em dezembro de 2015, após viver aproximadamente 5 anos na cidade, ele residiu nos Bairros Alto das Paineiras e Jardim Ipanema.


Sergio quando foi encaminhado pela DIG à Cadeia Pública de Guarani d’Oeste, em dezembro de 2015