sábado, 18 de novembro de 2017
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27/10/2017 13:41

Falsa médica atendia pacientes em Ibirá

Diário de Votuporanga 



A falsa médica presa em Ibirá, nesta terça-feira (24), atendia cerca de 30 pacientes por dia, segundo a Polícia Civil. Em três meses, período que ela prestou serviço à cidade, foram mais de 400 atendimentos falsos.


A mulher, que atendia usando o nome de uma dermatologista da capital paulista, tinha por coincidência o mesmo nome da vítima e havia memorizado os dados pessoais da verdadeira médica.


“Ela informou o nome, RG, CPF e CRM. Quando perguntamos o nome da mãe dela, ela respondeu. Mas quando a gente perguntou o nome do pai, ela se confundiu”, explica o delegado Roberval Costa Macedo. 


Com a confusão de nomes, a falsa médica foi presa por exercício irregular da medicina e falsa identidade. A Santa Casa de Ibirá informou que foi induzida ao erro pela falsa médica, que apresentou os documentos necessários para a contratação.


“Fui chamada pelo meu banco e eles informaram que foram devolvidos 13 cheques no meu nome em protesto e que aconta era de outro banco. Ela teria sido aberta em setembro de 2016 e, desde então, havia 113 cheques em meu nome”,arma.


De acordo com o delegado que acompanha o caso, quando detida, a falsa médica confessou que fez plantões em mais hospitais do interior paulista. Ainda segundo a Polícia Civil, o nome verdadeiro da estelionatária é Kelly Queiroz, assimcomo da vítima, e ela já tinha passagem pela polícia por estelionato e falsidade ideológica.


A suspeita utilizava um carimbo e um jaleco com nome e sobrenome. No entanto, os pertences foram roubados em São Paulo da verdadeira médica Kelly Queiroz Cardoso.


“Em fevereiro de 2016, quando sofri um assalto em São Paulo, cidade onde moro, fui roubada no farol. Ele [o criminoso] quebrou a janela do meu carro, levou minha bolsa com todos meus pertences prossionais e agora uma pessoa estava sepassando por mim e fazendo consultas como clínica normalmente”, lembra Kelly.


Além de falsicar o registro prossional,a vítima diz que a estelionatária também abriu conta em um banco com os documentos roubados. Segundo o banco, a conta foi aberta em uma agência localizada no Hospital de Base de Rio Preto.