quarta, 24 de janeiro de 2018
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20/12/2017 11:05

Paulo Maluf se entrega à Polícia Federal

Parlamentar foi condenado a sete anos por lavagem de dinheiro


O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) chegou às 8h55m desta quarta-feira para se entregar à Polícia Federal, no bairro da Lapa, Zona Oeste de São Paulo. A confirmação de que o parlamentar de 86 anos iria se apresentar à PF foi revelada na manhã de hoje pelo advogado de Maluf, Ricardo Tosto.


O advogado chegou à mansão de Maluf, no bairro dos Jardins, às 7h59, para acompanhá-lo até a superintendência da PF. Por telefone, às 8h05, o advogado confirmou que havia chegado a hora de Maluf se entregar. O deputado deixou sua casa às 8h22.


— Ele vai se entregar. Vim aqui para isso — disse Tosto.

Nesta terça-feira, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início da execução de pena do parlamentar, condenado em maio a sete anos, nove meses e dez dias de prisão, por lavagem de dinheiro.


A defesa do deputado recorreu da decisão, mas o recurso foi rejeitado pelo ministro. Fachin determinou que o início da pena será cumprido em regime fechado, além da perda do mandato de parlamentar.


De acordo com a sentença, Maluf desviou recursos das verbas para a construção da Avenida Água Espraiada, hoje Avenida Jornalista Roberto Marinho, na Zona Sul de São Paulo, quando foi prefeito da cidade (1993-1996). O prejuízo aos cofres públicos teria sido de aproximadamente US$ 1 bilhão.


A expectativa no momento é sobre o destino de Maluf e agentes da PF discutem onde ele fará o exame de corpo delito. Ainda não está definido se o deputado será transferido para Penitenciária da Papuda, em Brasília ou se cumprirá sua pena em São Paulo.


TORCIDA PELA CADEIA


Desde a madrugada, a imprensa já acompanhava a movimentação em frente à casa de Paulo Maluf na expectativa da chegada de agentes da PF. Nas primeiras horas da manhã, motoristas que passavam pelo local se manifestavam sobre a prisão.


— Será que agora vai, Maluf? — gritou um deles.


— Maluf na cadeia — disse outro.