quarta, 24 de janeiro de 2018
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21/12/2017 09:49
Edição 3197

Não é tanto assim

Por Zé Renato

Por Zé Renato



Nesta segunda-feira, acompanhei meus filhos. Fomos para Rio Preto, a fim de realizarem a segunda etapa das provas dos exames vestibulares da UNESP. O início duas horas, chegada uma hora antes do começo da prova. Levei-os.


O problema é: o que fazer?


A Jacqueline não pode me acompanhar, tinha o horário do colégio. Então: irmos somente os três.


Para aguardá-los, levei um livro. Nietzsche. Pois bem, onde lê-lo? No inferno de um shopping?


Impossível. Bem que tentei.


Outra solução: ir ao cinema. Problema maior, ou tão grande quanto. Sou seletivo no que diz respeito a filmes. Se quiserem rotular, sem problemas, sou elitista. Dane-se. Não assisto a qualquer coisa.


Porém, havia o problema de “matar o tempo”. Leitura inviável, restava o cinema.

Por exclusão, não havia outro critério, sobrou “Extraordinário”.


Começou bem: livrei-me dos trailers. Odeio.


Assisti.


Recordei-me de comentários acerca da película na GLOBONEWS. Falaram maravilhas da obra.


Com muitas reservas, pensei: menos!


Todavia, o elenco é encabeçado por Julia Roberts e Owen Wilson, com uma pequena participação da diva Sonia Braga. Um alento.


O filme é meloso, apelativo e óbvio.


Planos e tomadas convencionais, com um roteiro que oscila do ululante ao exageradamente “sentimentalóide”.


A mim ficou a sensação-certeza de que, diretor e roteirista pensaram: “- Quer chorar? Então, toma!”


Com dez minutos de filme, o espectador atento sabe o que ocorrerá.


Não tenho nada contra melodramas. Ao contrário, gosto às vezes.


No entanto, se for para assisti-lo, que seja de um mestre no gênero: prefiro o grande Raoul Walsh.