quarta, 24 de janeiro de 2018
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29/12/2017 10:35
Edição 3201

Acabou com a pescaria

Por Chico Piranha


Como estamos no final do ano, lembrei-me que certa ocasião o nosso amigo José Rosa, da Express Besteti, da Distribuidora de Jornais. recebeu a visita de uns parentes de São Paulo, que vieram passar as festas aqui na terrinha, e é claro, aproveitaram  para pescar. Bom anfitrião por natureza, nosso amigo Besteti arranjou um tempinho extra e preparou toda a tralha, e na manhã da véspera da virada de ano, foram para o seu sítio, no Rio Grande, lá pelas bandas de Indiaporã, nas proximidades do condomínio Beira Rio.


Chegando no local, logo trataram de providenciar iscas-vivas para a pescaria. Suaram frio, para como se diz, conseguir uns cinquenta e poucos durinhos (também conhecidos como Lambe Pedras) e uns poucos camarões. Mais tarde começaram tentar capturar tucunarés com iscas artificiais e nada. O dia não estava apropriado e decidiram então, partir para a pesca de corvinas.


Para ajudar, o motor do barco começou apresentar problemas, mas decididos, foram remando, rasgando o rio até o ponto de pesca. Depois de um suadouro danado, enfim chegaram na tal famosa galhada da pedreira. Atracaram o barco na árvore, preparam as linhadas, e cadê as iscas?


Na afobação, a caixinha de isopor onde estavam as iscas vivas, acabou ficando na margem do rio. Soltaram o barco e começaram remar de volta para o rancho, alguns bons quilômetros de distância. Não havia outra saída, o negócio era voltar e buscar as iscas, o único jeito de salvar a pescaria.


Chegando bem perto da margem, um bravo voluntário pulou do barco e foi buscar a caixa de isopor com as tais iscas-vivas. O rapaz botou a caixa de isopor no ombro e veio caminhando na direção do bote, com a água pela cintura. Faltando uns três metros para chegar no barco, tropeçou numa pedra e tchibum... e lá se foi ele, o isopor e todos os peixinhos  e camarões prá dentro d’água! Advinha se teve pescaria?