sábado, 24 de fevereiro de 2018
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05/02/2018 12:01

'O dinheiro tem que servir. Não governar!'

Pensamento da semana


"O dinheiro tem que servir. Não governar!"


Papa Francisco



MINUTINHO:

Clamor das massas

Quando as injustiças sociais atingem o clímax e a indiferença dos governantes pelo povo que estorcega nas amarras das necessidades diárias, sob o açodar dos conflitos íntimos e do sofrimento que se generaliza, nas culturas democráticas, as massas correm às ruas e às praças das cidades para apresentar o seu clamor, para exigir respeito, para que sejam cumpridas as promessas eleitoreiras que lhe foram feitas.

Já não é mais possível amordaçar as pessoas, oprimindo-as e ameaçando-as com os instrumentos da agressividade policial e da indiferença pelas suas dores.

O ser humano da atualidade encontra-se inquieto em toda parte, recorrendo ao direito de ser respeitado e de ter ensejo de viver com o mínimo de dignidade.

Não há mais lugar na cultura moderna, para o absurdo de governos arbitrários, nem da aplicação dos recursos que são arrancados do povo para extravagâncias disfarçadas de necessárias, enquanto a educação, a saúde, o trabalho são escassos ou colocados em plano inferior.

A utilização de estatísticas falsas, adaptadas aos interesses dos administradores, não consegue aplacar a fome, iluminar a ignorância, auxiliar na libertação das doenças, ampliar o leque de trabalho digno em vez do assistencialismo que mascara os sofrimentos e abre espaço para o clamor que hoje explode no País e em diversas cidades do mundo.

É lamentável, porém, que pessoas inescrupulosas, arruaceiras, que vivem a soldo da anarquia e do desrespeito, aproveitem-se desses nobres movimentos e os transformem em festival de destruição.

Que, para esses inconsequentes, sejam aplicadas as corrigendas previstas pelas leis, mas que se preservem os direitos do cidadão para reclamar justiça e apoio nas suas reivindicações.

O povo, quando clama em sofrimento, não silencia sua voz, senão quando atendidas as suas justas reivindicações. Nesse sentido, cabe aos jovens, os cidadãos do futuro, a iniciativa de invectivar contra as infames condutas. Porém, em ordem e em paz.


Divaldo Pereira Franco




CRÔNICA

A revolução possível

Revolução significa transformação radical de conceitos artísticos, científicos, políticos ou outro de uma época. Pois o que estamos verificando em nosso país é uma revolução ética. Enquanto muitos alardeiam que o Brasil não tem jeito, que tudo está perdido, empresários e profissionais liberais estão se unindo em confrarias, com o objetivo de amenizar graves problemas sociais.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, foi instituído o Dia da Solidariedade Tevah. Um dia por ano, na indústria de vestuário Tevah, de Porto Alegre, os funcionários vão trabalhar voluntária e espontaneamente, durante todo o dia. O dia não é o normal do trabalho, mas o sábado, dia do seu descanso semanal. A produção é exclusiva para entidades assistenciais que os próprios funcionários escolheram para ajudar. Importante: ninguém falta ao serviço nesse dia. Em vez de trajes e calças, como de costume, produzem edredons, abrigos infantis, pijamas, vestidos, capas plásticas para colchões e outros itens, solicitados por asilos e entidades de deficientes físicos e mentais.



A empresa, por sua vez, colabora colocando à disposição seus equipamentos e a matéria-prima para a produção das oito mil e quinhentas peças, além de providenciar o transporte e a alimentação dos funcionários. Outras empresas colaboram com a doação de grande parte dos tecidos e dos aviamentos necessários. O almoço é preparado por uma confraria da capital gaúcha, formada por empresários e profissionais liberais.

Essa a grande revolução ética que estamos precisando e que vem, aos poucos, acontecendo. Seria maravilhoso se, no campo do serviço social cada empresa de alimentos, móveis, medicamentos, eletrodomésticos, vestuário, entre outros setores, trabalhasse um sábado por ano, dedicando toda a produção do dia para entidades carentes de sua região.

Conforme afirma o empresário Daniel Tevah, este é o sentido do Dia da Solidariedade: despertar o que existe de melhor em cada um de nós e deixar aflorar o verdadeiro espírito do povo brasileiro. Diríamos nós, do verdadeiro cristão.

Isso nos diz que o povo brasileiro é formado por uma imensa maioria de pessoas bem-intencionadas. Os corruptos e mal-intencionados são a minoria, que simplesmente domina os noticiários, disseminando a falsa ideia de que só são vencedores os que enganam e falam mais alto.

Mas o certo é que já respiramos os tempos em que estamos despertando para o bem e abraçando as regras da verdade, da ética e da responsabilidade social. O tempo de fazer o bem. O tempo de amar.


Redação do Momento Espírita