GOLPES DE CANIV

Suspeito de matar aluna da Unesp não aceitava fim do namoro, diz polícia

Rapaz foi preso temporariamente e vai responder por feminicídio; ele pode pegar até 30 anos de prisão

Rapaz foi preso temporariamente e vai responder por feminicídio; ele pode pegar até 30 anos de prisão

Publicada há 8 anos

Da Redação


O rapaz preso suspeito de matar a ex-namorada com vários golpes de canivete em Ilha Solteira, município localizado a 113 quilômetros de Fernandópolis, disse durante depoimento na quarta-feira, 11, que cometeu o crime por não aceitar o fim do relacionamento, informou a Polícia Civil.


J.G.M. foi preso em Pereira Barreto. Segundo a polícia, ele confessou o assassinato de Maria Júlia Martins Quintino da Silva, de 17 anos, e foi preso temporariamente, por 30 dias.


Ainda conforme a Polícia Civil, o rapaz disse durante depoimento que usou um canivete, e não uma faca como a polícia chegou a divulgar. A polícia também informou que um laudo apontou 35 perfurações no corpo de Maria Júlia.

Jean vai responder por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel, emboscada e feminicídio, podendo pegar até 30 anos de prisão.


O assassinato

Maria Júlia tinha acabado de sair da república onde morava e ia para a faculdade quando foi atacada, na segunda-feira, 9. A vítima cursava o primeiro ano do curso de zootecnia na Unesp.


Um primo do suspeito, que segundo a polícia ajudou na fuga, foi preso, mas ficou decidido a liberdade mediante o pagamento de fiança de um salário mínimo em audiência de custódia. O valor foi pago nesta quarta-feira, quando recebeu a liberdade.


“A polícia recebeu denúncia anônima de que ele estaria nas ruas de Pereira Barreto, perto do recinto de exposição. A polícia o abordou e ele já confessou ter praticado esse bárbaro crime na cidade. Ele não resistiu à prisão, estava bem cansado por estar fugindo”, afirma o capitão Fábio Akira, da Polícia Militar.


Vigília

O corpo de Maria Júlia foi enterrado no cemitério de General Salgado (SP), onde a família mora, na terça-feira, 10. Tanto na cidade, como no campus da Unesp, amigos e estudantes fizeram uma vigília e manifestações pedindo Justiça no caso.

Os estudantes acenderam velas na frente da Delegacia e também colaram cartazes contra a violência nas paredes da delegacia.


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Suspeito foi preso em Pereira Barreto e encaminhado para a Delegacia de Ilha Solteira 





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