Eternium

'A arma mais forte contra discurso de ódio não é a repressão; é mais discurso'

'A arma mais forte contra discurso de ódio não é a repressão; é mais discurso'

Eternium

Eternium

Publicada há 7 anos

MINUTINHO:

Rumo certo

Seja onde for, recorda que Deus está sempre em nós e agindo por nós. Para assegurar-nos, quanto a isso, bastar-nos-á a prática da oração, mesmo ligeira ou inarticulada, que desenvolverá em nós outros a convicção da presença divina, em todas as faixas da existência.


Certamente, a prece não se fará seguida de demonstrações espetaculares, nem de transformações externas imprevistas. Pensa, todavia, no amparo de Deus e, em todos os episódios da estrada, senti-lo-ás contigo no silêncio do coração. Nos obstáculos de ordem material, esse apoio não te chegará na obtenção do dinheiro fácil que te solva os compromissos, mas na força para trabalhar a fim de que os recursos necessários te venham às mãos; nas horas de dúvida, não te virá em fórmulas verbais diretas que te anulem o livre arbítrio e sim na inspiração exata que te ajude a tomar as decisões indispensáveis à paz da própria consciência; nos momentos de inquietação, não surgirá em acontecimentos especiais que te afastem dos testemunhos de fé, mas percebê-los-ás contigo em forma de segurança e bom ânimo, na travessia da aflição; nos dias em que o mal te pareça derrotar a golpes de incompreensão ou de injúria, não se te expressará configurado em favores de exceção que te retirem dos ombros a carga das provas redentoras e sim na energia bendita da fé viva que te restaure a esperança, revestindo-te de coragem, a fim de que não esmoreças na rude jornada, em direção à vida nova. Seja qual for a dificuldade em que te vejas ou a provação que experimentes, recorda que Deus está contigo e nada te faltará, nos domínios do socorro e da bênção, para que atravesses todos os túneis de tribulação e de sombra, ao encontro da paz e a caminho da luz.

Emmanuel


CRÔNICA

A riqueza e a pobreza

Ao contrário do que apontam alguns pessimistas de que hoje em dia ninguém se importa com ninguém, o número desses é muito baixo. A maioria das pessoas se importa, sim, com os demais e auxilia, sem esperar recompensa, sem sequer dizer seus nomes e endereços para receber depois um muito obrigado.


Uma senhora contou que, após deixar o hospital, acompanhando seu marido, ela foi comprar os medicamentos que lhe tinham sido prescritos. A dificuldade foi grande porque as farmácias da cidade não queriam aceitar o seu cheque, que era de outra cidade. Quando ela contou ao médico o que havia acontecido, ele prontamente retirou o seu talão de cheques da pasta, assinou os cheques e disse: Isso não vai ser mais problema. Você me devolve quando puder. Naquela hora, ela não se conteve: chorou de emoção. Afirmou que se lembrará daquele gesto para sempre. Tornaram-se amigos e ele continua sendo o médico da família.


Outra pessoa relatou que, todos os dias, às cinco horas da manhã, esperava o ônibus para o trabalho. Certa manhã, quando estava no ponto aguardando a condução, uma moto estacionou na sua frente. Era o motorista do ônibus avisando que a linha que ela estava acostumada pegar havia acabado. E, completou ela, ele percorreu todo o trajeto do ônibus, informando os passageiros sobre o fim daquela linha. Isso se chama desprendimento, atenção, importar-se com o outro.


Finalmente, existe o relato daquele senhor que foi transferido da agência bancária, em que trabalhava, para uma cidade de Minas Gerais, chamada Passa Quatro. Mudou-se com a mulher e os quatro filhos. Fizeram a viagem de carro, chegando à casa que haviam alugado ao mesmo tempo em que o caminhão que trazia a mudança. As crianças estavam com fome, choravam com saudades dos amigos que haviam ficado para trás. A esposa não sabia se atendia os filhos ou se dava ordens para os homens que estavam descarregando a mudança. Nessa hora, dona Ana se apresentou como sua vizinha, trazendo nas mãos uma bandeja com uma jarra de suco de laranja, biscoitos e sanduíches. Não somente alimentou a todos, mas se prontificou a distrair as crianças, enquanto os pais arrumavam os móveis. Foi essa acolhida carinhosa e alegre que trouxe excelentes consequências. O casal decidiu construir ali sua casa, e permaneceu na cidade, mesmo após a aposentadoria do pai de família.


A gentileza existe e está em alta. Há um número muito maior de pessoas que estão atentas ao que acontece ao seu redor e dispostas ao auxílio do que possamos imaginar. Se desejar engrossar esse número, é muito simples. Na próxima vez que for ao mercado olhe para os lados e observe se um idoso não está precisando de ajuda para descobrir o preço de alguma mercadoria. Ou se uma mãe não está tendo alguma dificuldade com seu bebê. Seja gentil: ajude a colocar as compras no carro, ceda sua vez no caixa, converse enquanto aguarda, acalme uma criança, sossegue alguém irritado com a demora da fila. É isso que torna o nosso mundo melhor, a cada novo dia.

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Pensamento da Semana

"A  arma mais forte contra discurso de ódio não é a repressão; é mais discurso.”

Barack Obama

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