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Cidades do Noroeste Paulista também protestam contra o atual governo
Cidades do Noroeste Paulista também protestam contra o atual governo
Em Fernandópolis, carreata anti-Dilma foi a maior da história e registrou quase três quilômetros de congestionamento
Em Fernandópolis, carreata anti-Dilma foi a maior da história e registrou quase três quilômetros de congestionamento

Maior protesto do último domingo ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo, onde a PM estima que cerca de 1,4 milhão de pessoas estiveram no ato
O último domingo (13) foi literalmente verde e amarelo em mais de 300 municípios de todos os estados do Brasil. Manifestantes saíram às ruas para mostrar insatisfação com o governo da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), e protestar contra o ex-presidente Lula e o PT.
Segundo levantamento da Polícia Militar 3,6 milhões de pessoas saíram às ruas do país, já os organizadores contabilizaram 6,9 milhões, sendo o maior protesto já realizado contra a atual presidente. O maior número de participantes havia sido registrado no protesto de 15 de março do ano passado: 2,4 milhões, segundo a PM, e 3 milhões pelos dados dos organizadores.
O maior protesto ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo, onde a PM estima que cerca de 1,4 milhão de pessoas estiveram no ato.
MOVIMENTO REGIONAL
Movimento em Fernandópolis foi realizado através de uma carreata que percorreu diversos bairros da cidade
Em Fernandópolis, os cidadãos se manifestaram em uma carreata que teve início na avenida Getúlio Vargas, por volta das 10h30. Segundo a Polícia Militar, que fez a escolta orientando os participantes, quase 800 veículos no total foram contabilizados, cerca de 500 carros, 120 ciclistas e 100 motociclistas, o que gerou três quilômetros de congestionamento pelas principais ruas e avenidas.
Em duas horas de protesto, os veículos enfeitados com as cores da Bandeira do Brasil percorreram os bairros da cidade, fazendo um buzinaço, demonstrando insatisfação com a atual política no Brasil e cobrando mudanças, dentre elas o impeachment da presidente Dilma. Muitos moradores acenaram apoiando o movimento que brada por transformações no país.
O encerramento da carreata aconteceu na Avenida Raul Gonçalves Júnior, próximo ao Fórum, aonde foram feitos discursos e a execução do hino nacional brasileiro.
Segundo os organizadores, a manifestação foi pacífica e os resultados superaram expectativas, sendo registrados números bem acima do esperado. “A perspectiva era de aproximadamente 300 carros, entretanto a quantidade final de veículos envolvidos foi seis vezes maior que a realizada em dezembro do ano passado”, ficamos muito satisfeitos com o movimento em Fernandópolis, explanou o organizador Paulo Boaventura.
Na vizinha cidade de Votuporanga, os manifestantes se reuniram por volta das 10h na Concha Acústica e saíram em passeata pelas principais ruas da cidade.
Diversas entidades e clubes de serviço participaram do movimento. Eles foram até a Praça São Bento, onde cantaram o hino nacional e voltaram para a concha acústica. Os manifestantes levaram cartazes contra o governo e até tratores foram levados para a manifestação. Segundo os organizadores, cerca de 18 mil pessoas se concentraram no local. A Polícia Militar também deu o mesmo número.
Na cidade de Jales também houve protesto na manhã de domingo. A concentração foi na praça do Jacaré e reuniu cerca de 300 pessoas, de acordo com dados da Polícia Militar e da organização.
Em Santa Fé do Sul o protesto aconteceu no centro da cidade e os manifestantes percorreram as principais ruas. Segundo estimativa da Polícia Militar, 200 pessoas estiveram no ato, enquanto os organizadores estimaram em 500 pessoas. O protesto começou às 10h e terminou por volta das 12h30.
Já em São José do Rio Preto, a manifestação reuniu 20 mil pessoas, segundo os organizadores do MCB (Movimento Cidadania Brasil) e também a Polícia Militar. O protesto acabou por volta das 12h30.

PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES
Além de pedirem a saída de Dilma, várias pessoas protestaram contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e lembraram que, na semana passada, o Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva do líder petista.
Outro nome citado nos atos, mas de maneira positiva, foi o do juiz da Operação Lava Jato, Sérgio Moro, sendo exaltado em faixas em diversas cidades brasileiras.
Em São Paulo, políticos foram hostilizados, entre eles Marta Suplicy (PMDB), o governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e o senador Aécio Neves (PSDB).