DE VOLTA
Com transferência estipulada pela Justiça para cumprir a pena em território paulista, defesa alega que Catelani possui doenças degenerativas e não pode fazer viagens longas.
Com transferência estipulada pela Justiça para cumprir a pena em território paulista, defesa alega que Catelani possui doenças degenerativas e não pode fazer viagens longas.
O empresário fernandopolense já atuou na Plastic Tac, Água Viva e WTW/Foto: Reprodução/Redes Sociais
Da Redação
Desde a semana passada, quando foi intimado para participar de uma audiência na Justiça goiana, no município de Minaçu, norte do Estado, o empresário fernandopolense Antonio Carlos Catelani está preso.
O mandado de prisão foi expedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, sendo que a pena aplicada é de 3 anos, 4 meses e 15 dias em regime semi-aberto, decorrente de crime contra a ordem tributária.
A reportagem não conseguiu obter, oficialmente, a data em que ocorreu a privação de liberdade do empresário. Sabe-se que ocorreu na semana passada, provavelmente na quinta-feira, 12.
RECAMBIAMENTO
Com transferência estipulada pela Justiça para cumprir a pena deste e, eventualmente, de outros processos, em território paulista, a defesa jurídica de Catelani está tentando impedir o recambiamento alegando que ele "...está acometido de doenças degenerativas e tem orientação médica para não permanecer sentado por longo período", o que, segundo seus advogados, impediria a viagem.
Uma decisão datada da última segunda-feira, 16, da 2ª Vara Criminal de Fernandópolis determinou a realização do recambiamento.
MAIS PROCESSOS
Pesquisa realizada na manhã desta quarta-feira, 18, mostrou que o empresário figura, seja no polo ativo ou passivo, em um total de 77 processos. Neste número estão incluídos processos de origem penal, civil e trabalhista.
Catelani já foi considerado um dos maiores empresários de Fernandópolis e da região. Ele começou a carreira como office boy, se destacando no início da década de 80 ao integrar a direção do Água Viva Thermas Clube.
Ele também esteve à frente da indústria elétrica WTW e da Plastic Tac, sendo que esta chegou a ultrapassar a marca de duas centenas de empregados.
Catelani também foi o presidente da 37ª Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial de Fernandópolis ocorrida em 2004, num dos melhores momentos do evento. Naquele ano a previsão de geração de negócios da Expo foi da ordem de R$ 14 milhões (sem atualização monetária) e seu nome foi cogitado para concorrer à Prefeitura de Fernandópolis.
Pesquisa mostra que o empresário aparece no polo passivo (maioria) ou ativo de 77 processos