PROBLEMA FREQUE

Nº de animais socorridos devido às queimadas aumentam 40% na região

Fogo destrói vegetação nativa, onde moram, ou são atropelados ao fugir

Fogo destrói vegetação nativa, onde moram, ou são atropelados ao fugir

Publicada há 10 anos

Nº de animais socorridos devido às queimadas aumentam  40% na região

Tamanduá-bandeira foi atropelado na região




Da Redação


O número de queimadas na região quase dobrou do ano passado para este ano. É um problema frequente e, além de piorar a qualidade do ar, o fogo destrói a vegetação nativa, que leva anos para se formar, e é moradia de animais que vivem soltos na natureza. Só neste ano, o número de atendimentos a animais, que foram vítimas das queimadas, em um hospital veterinário de São José do Rio Preto aumentou em 40%.


Isso porque o número de incêndios em matas, florestas e unidades de conservação já é praticamente o dobro que no ano passado, no estado de São Paulo. De acordo com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, de 1º de janeiro a 15 de agosto foram registradas 2.045 queimadas, em todo o Estado, contra 1.061 incêndios em 2015.

As queimadas não prejudicam apenas as matas, ameaçam a fauna e muitos bichos morrem queimados. Os animais que conseguem escapar do fogo se arriscam para encontrar um abrigo seguro, mas no meio do caminho a rodovia também é uma ameaça.


Em um dos maiores hospitais veterinários do noroeste paulista há vários animais vítimas das queimadas ou de atropelamentos por causa dela. Caso de dois tamanduás-bandeira, que não conseguem mais andar porque foram atropelados. Um sofre com problemas neurológicos e o outro teve a cauda amputada.

Já um filhote de lobo-guará, espécie em extinção, foi encontrado em um canavial queimado. Ele teve fraturas e precisou passar por cirurgia. Enquanto um filhote de macaco-prego ainda nem consegue comer.


Ele foi atropelado em uma das rodovias da região noroeste e chegou ao hospital veterinário bem debilitado. “Ele não teve nenhuma fratura, mas sofreu escoriações, machucadinhos na cabeça, e está com olho um pouco inchado. Quando chegou, não conseguia se movimentar, levantar a cabeça, nem movimentar os membros. Já melhorou um pouco e consegue levantar a cabeça, mas ainda não consegue comer sozinho. Por isso, a gente faz uma alimentação forçada”, afirma.


O diretor do hospital veterinário, Halim Atique Netto, diz que depois de julho começa o período seco, em que há aumento de focos de queimadas e incêndios, o que geram mais ocorrências. “Há focos de incêndio tanto em reservas, como em canaviais e terrenos. Por isso, a perspectiva é que ainda ocorra um aumento maior, então, ainda estamos esperando um aumento de 50%”, diz.


O tenente da Polícia Ambiental, Emerson Mioransi, todo incêndio por si só já é criminoso. O que é permitido pela legislação são queimadas controladas, mas esse incêndio em vegetação nativa, beiras de rodovias e pontos de apoio são criminosos. “Se a pessoa que coloca fogo for identificada vai sofrer autuação ambiental e responder pelo crime”.

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