Waine de Fátim

Morte

Morte

Por Waine de Fátima Gonçalves Borges - Professora

Por Waine de Fátima Gonçalves Borges - Professora

Publicada há 9 anos

A morte é uma das únicas certezas que temos. É temida e indesejada por muitos, pois o desconhecido é aterrador. A morte propriamente dita talvez não seja a real temeridade, mas a pergunta que nunca é, realmente, respondida: o que há após a morte? Será que há algo após a morte. Como digo, posso esperar por essas respostas por muitos e muitos anos.


Mas esta é a época em mais refletimos sobre a morte, ou pelos menos nos recordamos daqueles que se foram. Para muitos, época de tristezas, muita oração, choro, lamentação.


Cada cultura tem sua maneira peculiar de comemorar essa data. Finados, Dia de todos os Santos, Día de Muertos. Comemorações dos países latino-americanos. Com exceção do Brasil, nos outros países esses dias são motivos de festas. As famílias se reúnem, limpam os túmulos e programam uma festa com altares, comida favorita dos falecidos, uma vez que eles são os convidados especiais. Essa tradição vem dos Astecas que acreditavam que os mortos não gostariam que lamentassem a sua morte.


Para aqueles que têm uma religião e acredita que há uma outra vida, a morte não é tão abominável assim. No entanto, mesmo com essa fé a humanidade ainda procura meios de burlar Caronte e dificultando seu trabalho e atrasando a vinda de sua barca. Busca-se uma juventude eterna e nunca está preparado para o dia fatal.

Assim como nascemos também morreremos. Este assunto não deveria ser um tabu ou evitado em nossa formação como pessoa. Segundo Sócrates, filósofo grego do séc. V. a.c., “Porque morrer é uma ou outra destas duas coisas. Ou o morto não tem absolutamente nenhuma existência, nenhuma consciência do que quer que seja. Ou, como se diz, a morte é precisamente uma mudança de existência e, para a alma, uma migração deste lugar para outro”, este seria um ótimo exercício de aceitação e deveria ser propagado em nossos discursos.


No oriente, existem práticas especiais de preparação para a morte. A finitude da vida é relacionada ao respeito pelos mais velhos. Celebra-se a vida virtuosa da pessoa que parte como exemplo a ser seguido.


A morte deve ser encarada como um fenômeno natural, não querendo ser mórbida, mas crendo que esta é como uma transição e transformação para que o momento chegado não seja tão doloroso e sim a esperança de um recomeço e uma vida melhor.


Que nossa vida seja plena e nossa morte uma boa hora.

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