A Lesão Medular se caracteriza pela interrupção parcial ou total do sinal neurológico através da medula resultando em paralisia e ausência de sensibilidade do nível da lesão para baixo, assim como outras alterações nos sistemas: urinário, intestinal e autônomo. Dois fatores irão influenciar no grau de limitação de cada indivíduo:
• O nível de lesão: altura da lesão, se esta é mais alta ou mais baixa. Uma lesão de nível mais alto resulta numa maior área corporal comprometida: * Cervicais: comprometimento dos membros superiores, tronco e membros inferiores. São eles: C1, C2, C3, C4, C5, C6 ou C7. * Torácicas: comprometimento do tronco e membros inferiores. São eles: T1, T2, T3, T4, T5, T6, T7, T8, T9, T10, T11 ou T12. * Lombares: comprometimento dos membros inferiores. São eles: L1, L2, L3, L4 ou L5. * Sacrais: comprometimento leve dos membros inferiores. São eles: S1, S2, S3, S4 ou S5.
A extensão (tamanho) da lesão: se esta é completa ou incompleta. Completa: não há atividade motora voluntária nem sensibilidade do nível da lesão até o segmento Sacral S4-S5. Podem apresentar alguns níveis abaixo da lesão com contração muscular voluntária parcial e/ou sensibilidade parcial = Zona de Preservação Parcial (ZPP). Incompleta: há atividade motora voluntária parcial e sensibilidade parcial até o segmento sacral S4-S5. Desta forma podem existir tanto lesões altas incompletas como lesões baixas completas. Portanto: Níveis de lesão cervicais: Tetraplégico: indivíduos portadores de grande comprometimento dos membros superiores para baixo, Tetraparético: indivíduos portadores de comprometimento leve dos membros superiores para baixo. Níveis de lesão torácicos ou lombares: Paraplégico: indivíduos portadores de grande comprometimento dos membros inferiores. Paraparético: indivíduos com comprometimento leve dos membros inferiores.
Cada nível de lesão apresenta um Nível Neurológico de funcionalidade com uma característica funcional correspondente ao que o indivíduo é capaz de realizar. O Nível Neurológico do indivíduo é determinado pelo último nível da medula com atividade motora e sensitiva normal (geralmente é o nível imediatamente acima do nível da lesão). Esta característica funcional estabelecida pelo Nível Neurológico é a meta mínima de funcionalidade a ser trabalhada pela Fisioterapia.