
Há muitos anos, um grupo de amigos, veteranos frequentadores do famoso Bar Sete, um belo dia decidiu marcar uma pescaria lá pelas bandas de Santa Izabel do Marinheiro, no velho e bom rio São João do Marinheiro. Foram num ótimo pesqueiro indicado pelo Zé Rosa Besteti, lá da distribuidora de jornais e revistas, que conhece aquela região melhor que a própria palma da mão.
Animados, lá se foram os meninos com um fusquinha “mequetrefe”, lotado de bugigangas e um bom estoque de cachaça “da boa”. Como era verão brabo e fazia um calor de rachar, levaram um garrafão de pinga de engenho e de reserva, dois litrões de 51. Pegaram alguns peixinhos, mas na verdade, foram mesmo garrafear.
Na volta, um deles bebeu no gargalo a última golada, do ultimo litrão de cachaça, e ruim de pontaria, arremessou a garrafa na estradinha, um pouco adiante do carro. Claro que nem precisa dizer que deu zebra, é claro. O carro passou sobre o litrão e furou um dos pneus nos cacos de vidro. Aí a encrenca tava feita, era preciso trocar o pneu furado pelo estepe. Tentaram algumas vezes e não conseguiram, e nem ia dar certo, porque ninguém estava parando em pé. O povo estava prá lá de atrapalhado.
O capataz da fazenda onde pescavam, percebendo a dificuldade dos rapazes, foi lá e trocou o pneu.. Animados com a solução do grande problema, fizeram aquela festa, deram até uma caixinha para o heroico capataz. Se despediram e na hora de partir, o velho fusquinha não saia do lugar, o motorista não conseguia colocar a chave no contato.
Moral da história: certo estava meu avô que sempre dizia que cachaça e água não combinam, nunca dá certo. “Na água, o barco afunda e na terra, o carro gripa!”