Crônica: O náufrago - O homem que agradecia a Deus!

Crônica: O náufrago - O homem que agradecia a Deus!

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Publicada há 11 horas

Minutinho: Segue e confia

Por: Meimei

Quantas vezes as ocorrências calamitosas te induzem a esmorecer na jornada do Bem. Em muitas ocasiões, tremes à frente dos acontecimentos infelizes que se te afiguram conjugados para te subtraírem a fé e te arrojarem à exaustão.

Entretanto, no auge das lágrimas, eis que o socorro de Deus te surge por luz nas trevas!

Conserva acesa a lâmpada de tua fé e segue adiante, clareando o caminho.

Recorda os irmãos da estrada, para muitos dos quais uma réstia de luz é um tesouro dos Céus.

Na Terra, por muito tempo ainda, a ventania da adversidade soprará, sob as nuvens da provação, assumindo formas diversas.

Virá nos dias cinzentos da enfermidade, nas horas vazias quando os entes mais queridos te releguem a sós, nas expressões agressivas daqueles que ainda não se te harmonizam com os ideais, na carência afetiva dos momentos de solidão, no congelamento indefinido de teus mais belos sonhos ou na perda de criaturas amadas que te antecedem no Mais Além ou que se te afastam da senda para se atirarem nos precipícios da aventura, na condição de vivos-mortos.

Ainda assim, segue sempre e não temas.

Quando os empeços se te fizerem tão grandes à frente, qual se o Céu te houvesse esquecido, guarda-te na confiança, porque todo ápice de sofrimento significa que o socorro vem vindo.

Crônica: O náufrago

Por: Autoria desconhecida

Após um naufrágio, o único sobrevivente do pomposo navio, agradeceu a Deus por estar vivo e ter conseguido se agarrar a parte dos destroços e poder ficar boiando em meio às altas ondas. 

Este único sobrevivente foi parar em uma pequena ilha desabitada, fora de qualquer rota de navegação, sem qualquer possibilidade de ser resgatado, mas mesmo assim ele agradeceu novamente.

Com muita dificuldade e restos dos destroços, ele conseguiu montar um pequeno abrigo para que pudesse se proteger do sol, da chuva, de animais e, também para guardar seus poucos pertences restantes, e como sempre, agradeceu.

 Nos dias seguintes, a cada alimento que conseguia caçar ou colher, garantindo sua sobrevivência, ele agradecia.

 No entanto um dia quando voltava da busca por alimentos, encontrou o seu abrigo em chamas, envolto em altas nuvens de fumaça, terrivelmente desesperado, ele se revoltou.

Gritava chorando:

- O pior aconteceu! Perdi tudo! Deus, por que fizeste isso comigo? 

 Chorou tanto que adormeceu profundamente cansado e inconformado com o desastre.

 No dia seguinte bem cedo, foi despertado pelo som de um navio que se aproximava. Logo escutou vozes desconhecidas a chamá-lo:

 - Viemos resgatá-lo, gritavam.

 - Como souberam que eu estava aqui? Perguntou surpreso, o náufrago.

 - Nos vimos o seu sinal de fumaça no horizonte! Logo viemos ao seu socorro.

Agradecido mais uma vez, o homem ajoelhou-se e, de mãos para os céus, pediu perdão.

O texto é de livre manifestação do signatário que apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados e não reflete, necessariamente, a opinião do 'O Extra.net'.

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