MULHER
Público lota teatro para discutir enfrentamento da violência contra a mulher
Público lota teatro para discutir enfrentamento da violência contra a mulher
Triste realidade: 80% das ligações para a PM envolvem violência doméstica
Triste realidade: 80% das ligações para a PM envolvem violência doméstica

Da Redação
O teatro municipal de Fernandópolis esteve lotado nesta quinta-feira, 20, para a realização de palestras e capacitações sobre o “Enfrentamento da Violência contra a Mulher”. Devido ao grande número de interessados em discutir o tema — centralizado no mês de campanha do Agosto Lilás —, a Prefeitura Municipal organizou o evento em duas etapas: manhã e tarde.
Durante todo o dia, profissionais de diversas áreas sobem ao palco para abordar a rede de proteção à mulher. Na abertura dos trabalhos, o secretário municipal de Justiça e Cidadania, Wilson Francisco Domingues, que representou o prefeito de Fernandópolis no evento, ressaltou a importância da iniciativa e destacou que o recorde de público reflete a relevância da discussão. Na oportunidade, ele agradeceu ao prefeito João Paulo Cantarella pelo envio do Projeto de Lei nº 5.742 à Câmara Municipal. O projeto, já aprovado, institui a "Semana Municipal de Conscientização e Prevenção da Violência Doméstica e Familiar" e cria o "Programa Municipal de Combate à Violência Doméstica e Familiar" em Fernandópolis.
Segundo o secretário, a medida demonstra a preocupação do Executivo em preservar a integridade das cidadãs, somando-se a outras políticas públicas essenciais, como o suporte na área da saúde.
A promotora Heloísa Gaspar Tavares, titular da Vara de Violência Doméstica e Familiar de São José do Rio Preto compartilhou sua experiência no acolhimento e na atuação jurídica voltada as mulheres vítimas de abusos.
Durante o encontro foi divulgado um dado alarmante fornecido pela Polícia Militar: de 80% a 90% das ligações recebidas pelo Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) estão relacionadas a algum tipo de violência doméstica.
Este índice expressivo já havia sido abordado pela advogada Vanessa Buosi, do projeto OAB Para Elas. Ao apresentar dados sobre feminicídio, ela constatou que o interior paulista continua sendo um cenário de extrema insegurança para as mulheres, um reflexo direto do machismo e de uma cultura ultrapassada de dominação.
Também participaram ativamente das discussões os promotores de Fernandópolis, Laila Pagliuso e Thomas Oliver Lamster, que vêm atuando de forma contundente nas ações da semana de conscientização. Completaram a mesa dos trabalhos da manhã o secretário de Saúde de Fernandópolis, José Martins; a assistente social Caline Sabin e a enfermeira Carolina Guerra. Estes profissionais atuam diretamente na linha de frente do combate à violência doméstica e no fortalecimento da rede de amparo às mulheres no município.
Fonte: Secretaria de Comunicação de Fernandópolis