POLICIAL
Após 34 dias internada, médica agredida brutalmente pelo namorado recebe alta
Após 34 dias internada, médica agredida brutalmente pelo namorado recebe alta
Suspeito fugiu após agressões e foi preso em trem em Valentim Gentil
Suspeito fugiu após agressões e foi preso em trem em Valentim Gentil

Foto: Reprodução / Fonte: Facebook
Da Redação
A médica Maria Eduarda Oliveira, de 25 anos, recebeu alta hospitalar na última quinta-feira (2), após permanecer por mais de um mês internada em decorrência das graves agressões que sofreu do namorado, em Santa Fé do Sul (SP).
O ataque aconteceu no dia 29 de agosto, durante uma crise de ciúmes. Maria Eduarda foi brutalmente agredida com socos, chutes e empurrões. A violência provocou traumatismo craniano, ferimentos pelo corpo e a fratura de quatro dentes frontais.
Após receber os primeiros atendimentos na Santa Casa de Santa Fé do Sul, a médica precisou ser transferida para a Beneficência Portuguesa de São José do Rio Preto, devido à gravidade dos ferimentos.
Ela permaneceu internada por mais de 30 dias e chegou a ficar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) durante o tratamento.
A alta hospitalar representa o início de uma nova etapa, mas a recuperação ainda será longa.
Depois do ataque, João Carlos Romero, apontado como responsável pelas agressões, fugiu.
Durante a fuga, segundo as autoridades, ele chegou a atropelar uma mulher de 62 anos.
O suspeito foi localizado no dia 1º de setembro, dentro de um vagão de trem em movimento, em Valentim Gentil (SP). Conforme as informações divulgadas na ocasião, ele estava sem roupas e transtornado no momento em que foi abordado.
Além dos impactos físicos provocados pela violência, Maria Eduarda terá agora de enfrentar outra etapa importante do tratamento: a reconstrução dos quatro dentes frontais.
Para a médica, o procedimento não representa apenas uma questão estética. As consequências atingem também a alimentação, a fala, a dor e a própria relação com a imagem após o trauma.
“Existe uma diferença enorme entre conhecer, como médica, os procedimentos, os riscos e as etapas de um tratamento e vivenciar tudo isso como paciente. Quando estamos do outro lado, percebemos de uma maneira muito concreta a vulnerabilidade, a dependência e o medo que acompanham uma situação grave de saúde. No início, meu foco era sobreviver”, afirmou.
Maria Eduarda também ressaltou que a recuperação emocional acompanha a reconstrução física e que o trauma deixa marcas que vão muito além dos ferimentos visíveis.
Com a alta, a médica começa agora uma nova fase de recuperação, que envolverá tratamentos odontológicos e acompanhamento para superar as consequências físicas e emocionais da violência.