ECONOMIA
Vendas no Dia dos Namorados caem -9,61%
Vendas no Dia dos Namorados caem -9,61%
Movimento do comércio para a data vem desacelerando desde 2011, mas resultado de 2017 mostra uma queda menos intensa do que em 2016
Movimento do comércio para a data vem desacelerando desde 2011, mas resultado de 2017 mostra uma queda menos intensa do que em 2016
Assessoria de Imprensa SPC Brasil
Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontam que as vendas parceladas no Dia dos Namorados deste ano caíram -9,61% na comparação com o mesmo período do ano passado. Desde 2011 o ritmo do comércio para a data vem desacelerando, sendo que nos últimos quatro anos as vendas registram resultado negativo. Em ano anteriores, as variações foram de -15,23% (2016), -7,82% (2015), -8,63% (2014), +7,72% (2013), +9,08% (2012), +10,80% (2011) e +7,23% (2010).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o resultado demonstra que a aguardada recuperação das vendas no varejo deverá ser, novamente, adiada. "Embora os juros estejam diminuindo e a inflação em patamar abaixo da meta, o comércio só deverá sentir os efeitos positivos do fim da recessão quando a recuperação econômica se refletir em aumento da renda e da empregabilidade, fato que ainda não aconteceu", pondera a economista.
Queda em 2017 é menos intensa e sugere proximidade do fim do aprofundamento da recessão
Na avaliação dos especialistas do SPC Brasil e da CNDL, ainda que o resultado seja negativo e venha de uma sequência de quatro anos seguidos de retração, a queda para a data em 2017 foi menos intensa do que no ano passado, o que pode indicar um rumo menos pessimista para o varejo nas próximas datas comemorativas.
Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o comprometimento da renda e a menor oferta de crédito forçou o brasileiro a comprar presentes à vista. "Os consumidores estão mais preocupados em não comprometer o próprio orçamento com compras parceladas, por isso optaram por presentes mais baratos e geralmente pagos à vista", explica. Uma pesquisa do SPC Brasil e da CNDL já apontava que o pagamento em dinheiro seria utilizado por 69% dos compradores, com ticket médio de R$ 124,00. Roupas (30%), perfumes e cosméticos (18%), calçados (11%), acessórios como cinto, óculos e bolsas (9%), flores (7%), chocolates (5%), jantares (4%) e smartphones (3%) lideraram a lista de presentes mais procurados.