CONDENADO A 45
'Pais ainda estão em choque', diz parente de jovem morta após combinar carona
'Pais ainda estão em choque', diz parente de jovem morta após combinar carona
Kelly Cristina Cadamuro foi assassinada por homem a quem ofereceu carona de Rio Preto para Itapagipe
Kelly Cristina Cadamuro foi assassinada por homem a quem ofereceu carona de Rio Preto para Itapagipe
Da Redação

Depois de 10 meses, a família de Kelly Cadamuro ainda está em choque com o assassinato da jovem de 22 anos. Ela saiu de São José do Rio Preto (SP) a caminho de Itapagipe (MG) para visitar o namorado quando foi roubada, agredida e morta pelo homem com quem combinou carona em um grupo do WhatsApp.
Nesta quarta-feira (19), Jonathan Pereira do Prado foi condenado a mais de 45 anos de prisão em uma sentença proferida pelo juiz Gustavo Moreira.
De acordo com o tio da vítima, Adriano Barcelos, depois do crime a família tem buscado acompanhamento médico.
“Para você ter ideia os pais dela ainda estão em estado de choque, eles ficaram muito assustados e a família tem medo de uma represália. Alguns da família estão passando por tratamento, outros ainda estão doentes”, afirma.
Segundo Adriano, a brutalidade do crime assustou a todos. Kelly foi agredida e morta para o acusado levar o carro da vítima.
“Nós não conseguimos compreender o porquê. Se era só o carro que ele [o condenado] queria, era fácil de pegar. Se era dinheiro, ela não tinha dinheiro. Na véspera da viagem para Itapagipe, o namorado até depositou R$ 100 na conta dela para ela abastecer o carro e pagar o pedágio.”
A família afirma que Kelly era uma garota doce, sonhadora e prestativa. Na época do crime, ela estudava radiologia, trabalhava e fazia cursos. “Ela tinha planos, estava tentando financiar uma casa para casar com o noivo. Não dá para entender porque isso aconteceu”, lamenta.
Condenação
Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o réu foi condenado por latrocínio, ocultação de cadáver, estupro e fraude processual. Serão 42 anos, 11 meses e sete dias de reclusão em regime fechado e a mais dois anos, 11 meses e sete dias em regime semiaberto.
Segundo o tio de Kelly, apesar do Jonathan estar preso, a família teme que em breve ele seja beneficiado pela saidinha. "A gente acha que um crime assim não vai acontecer de novo, mas com certeza isso vai acontecer."
Os outros dois envolvidos no crime – Daniel Theodoro da Silva e Wander Luís Cunha – acusados de receptar os objetos roubados da vítima tiveram a liberdade concedida pelo Judiciário. No entanto, também na quarta-feira, Wander foi condenado a dois anos e seis meses de reclusão e a outros dois anos e oito meses de detenção. Já Daniel foi condenado a três anos, quatro meses e oito dias de reclusão.