
Lógico que não vou revelar o nome dos artistas e dos arteiros. Numa bela tarde de domingo, o pessoal voltava de uma pescaria daquelas que todo mundo voltou “sapateiro”. O “chofer”da Kombi, parouna beira do estradão de terra batida e todo mundo entrou no milharal, parecendo um bando de antas quebrando milho.
Encheram uns quatro ou cinco sacos de espigas e quando saíramna estrada, perto do carro, deram de cara com o fazendeiro, o capataz da fazenda e mais dois peões daqueles bem “marrudos”. Aí, foi aquele “perereco”. Como dizem os repórteres policiais, “a casa caiu”!
- Olha patrão, a mulher do nosso companheiro aqui, está grávida e morrendo de vontade de comer uma pamoinha, aí a gente entrou na sua roça e pegou só uma meia dúzia deespiguinhas, mas se for o caso, o senhor vê quanto é que é, e a gente paga a conta, sem problemas, tá bom?
O dono da roça vendo os quatro sacos cheios de espigas, fez as contas. Noves fora, vai um.... Calculou a conta rabiscando na areia e quando apresentou o resultado final da sua somatória, a rapaziada se espantou. Não tinham aquele dinheiro todo. Então, calmamente, o fazendeiro sugeriu:
- Fazer negócio com a gente ébem ”facinho”. Vocêsme dão um cheque pré-datado, ou então deixam o carro como garantia da dívida...uai!