Aprecio o que é genuíno, autêntico: crianças, animais, natureza e pessoas simples.
Como são autênticas as crianças, como é prazeroso brincar com elas, responder seus questionamentos, observar suas curiosidades ao descobrir o mundo e perceber a essência de sua pureza. Quem tem ou já teve filhos pequenos sabe disso. É inestimável o valor da sinceridade presente no sorriso de uma criança.
É muito bom chegar a casa e ser recebido pelos nossos animais de estimação. O entusiasmo demonstrado por eles é tão grande que parece que você se ausentou por 10 anos do lar. Como são leais, como gostam dos donos, como desejam a nossa presença. O contato com eles relaxa, alegra o coração e nos faz esquecer um pouco das turbulências do dia a dia. Há quem diga que a interação com animais se constitui em terapia eficiente para espantar sentimentos depressivos. Diante de tamanha lealdade, compreende-se porque tratamos o nosso “pet” como um membro da família. Ser leal é ser autêntico.
Tudo na natureza é autêntico, verdadeiro. Nossos sentidos são estimulados, positivamente, ao entrarmos em contato direto com ela. Admiramos uma bela paisagem e sua imagem é tão significativa que, frequentemente, aparece em gravuras e serve de inspiração na pintura de quadros e afrescos. As paisagens sempre foram alvo de fotógrafos, profissionais e amadores, e da visitação de turistas.
Muitos sons, produzidos pela natureza, têm o poder de nos acalmar e de nos atrair: dos pássaros, de uma pequena queda d´água, da chuva, do vento. Até o silêncio dela é agradável, especialmente para quem convive, diariamente, com o barulho das grandes cidades.
O perfume, um dos itens mais famosos da higiene pessoal, não existiria sem os aromas naturais e, alguns, são muito agradáveis e até despertam a nossa memória afetiva: o cheiro da fruta madura colhida no pé, de terra molhada provocado pela queda das primeiras gotas de chuva, das flores, de plantas aromáticas e de óleos essenciais.
Talvez esse nosso apego ao ambiente natural seja uma recordação, de forma inconsciente, do tempo em que os humanos primitivos viviam nas savanas africanas, bem antes do surgimento da civilização que promoveu uma ruptura em nosso modo primitivo de viver. Feliz de quem tem a oportunidade de entrar, constantemente, em contato com a natureza, pois seus benefícios são um bálsamo para a alma, contribuindo para a qualidade de vida das pessoas.
Se a felicidade se encontra nas coisas mais simples e autênticas, como preconizado no velho bordão, as pessoas com hábitos simples vivenciam essa máxima na prática, em seu cotidiano. Se esperamos sinceridade nas relações pessoais, as pessoas simples são pródigas nessa qualidade; se admiramos o altruísmo, elas têm prazer em ajudar o vizinho, o colega e o parente; se algum dia você for convidado para almoçar na casa das pessoas simples e humildes, saiba que o prato não será sofisticado, mas caracterizado por um sabor marcante e inigualável de uma comida caseira. Uma pessoa simples é verdadeira, pois nunca o discriminará pelo bem material que você possui ou deixa de possuir, mas se identificará, ou não, com a sua educação, como o seu modo de ser.
A vida de gente simples pode não ter a sofisticação de quem possui hábitos requintados, mas também não tem suas frivolidades, suas futilidades. A vida de gente simples é cheia de praticidades, rica em experiências, repleta de lembranças, de trabalho duro, de luta e de acolhimento ao próximo. A vida de gente simples é autêntica, assim como são autênticos o sorriso de uma criança, os benefícios proporcionados pelo contato direto com a natureza e a fidelidade de um animal de estimação.