CURVA DO RIO

Ruim de pontaria

Ruim de pontaria

Por Chico Piranha

Por Chico Piranha

Publicada há 7 anos


Há muitos anos, um grupo de amigos, veteranos frequentadores do famoso Bar Sete, um belo dia decidiu marcar uma pescaria lá pelas bandas de Santa Izabel do Marinheiro, no velho e bom rio São João do Marinheiro. Foram num ótimo pesqueiro indicado pelo ZéRosa Besteti lá da Express Besteti, que conhece aquela região melhor que a própria palma da mão.


Animados, lá se foram os meninos com um fusquinha “mequetrefe”, lotado de bugigangas e um bom estoque de cachaça “da boa”. Como era verão brabo e fazia um calor de rachar, levaram um garrafão de pinga de engenho e de reserva, dois litrões de 51. Pegaram alguns peixinhos, mas na verdade, não foram pescar, foram mesmo garrafear.


Na volta, um deles bebeu no gargalo a ultima golada, do ultimo litrão de cachaça, e ruim de pontaria, arremessou a garrafa na estradinha, um pouco adiante do carro. Claro que nem precisa dizer que deu zebra, é claro. O carro passou sobre o litrão e furou um dos pneus nos cacos de vidro. Aí a encrenca tava feita. Era preciso trocar o pneu furado pelo estepe. Tentaran uma, duas vezes e não conseguiram. E nem ia dar certo, porque ninguém estava parando em pé. O povo estavaprá lá de atrapalhado.


O capataz da fazenda onde pescavam, percebendo a dificuldade dos rapazes, foi lá e trocou o pneu.. Animados com a solução do grande problema, fizeram aquela festa. Deram até uma caixinha para o heroico capataz. Se despediram e na hora de partir, o velho fusquinha não saia do lugar. O motorista não conseguia colocar a chave no contato. Moral da história: certo estava meu avô que sempre dizia que cachaça e água não combinam, nunca dá certo. “Na água, o barco afunda e na terra, o carro gripa!”

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