Por Beto Iquegami
TUDO DEFINIDO EM VOTUPORANGA
Com o mês de maio já quase que deixando de fazer parte do calendário, eis que definições políticas começam a brotar região afora. Composições partidárias encetam a ganhar contornos definitivos (se é que tal palavra consta nos dicionários de políticos). Em Votuporanga, os que esperam o racha do “Grupão”, podem esquecer. A saída do tucano e indicado por Carlão Pignatari - Helton Borges -, é definitiva e, numa articulação envolvendo inclusive o atual prefeito Júnior Marão, é certo que todos apoiarão João Dado. Todos, exceto “forças progressistas”, comandadas por PT e PMDB, que podem lançar Osvaldo Carvalho, para, ao menos, constar nas urnas.
EM JALES, TAMBÉM QUASE LÁ
Se o prefeito Pedro Callado blefava ou não, vinculando no Palácio dos Bandeirantes, sua candidatura à liberação de uma verba de R$ 4 a R$ 8 milhões para recape (prometida publicamente pelos deputados Fausto Pinato e Analice Fernandes), isso é passado. Esta semana foi próspera para definições. Flá Prandi e Garça só faltam anunciar publicamente o repeteco da parceria que, no pleito passado, sucumbiram para a dupla Nice Mistilides e Pedro Callado. Este parece que decidiu de vez: vai encarar a disputa (com ou sem a verba) e deve ter o Tiquinho como vice. Ao contrário de Votuporanga, lá vai ter disputa.
E FERNANDÓPOLIS FOGE DA REGRA...
E por aqui? Como estamos? Sinceramente, nem mesmo os principais articulistas e lideranças sabem o que virá. Sonho de consumo tucano, Paulinho Okuma tem confidenciado a amigos íntimos que não partirá para a disputa em junção com Cida Pessoto, também ainda reticente. Colombano, Ricardo Franco e Carlos Lima já se lançaram. Se resistirão até as convenções, não se sabe. Ana Bim e Zambon mantém instigante silêncio; André Pessuto aguarda o destino da caravana; Chico Arouca parece sem forças para encabeçar uma coligação; Ortunho e Maisa aguardam o Diretório... Enfim, não dá para cravar nada.
E SEPULTA A TRADIÇÃO
Os mais afetos à política, certamente hão de rememorar: aproveitando o clima festivo da semana de aniversário fernandopolense, sempre nesse período, políticos e partidos vazavam as definições. Se bem que, face ao que a Imprensa divulgava precedentemente, os nomes já eram de amplo conhecimento público. Algumas alterações sempre havia, a maioria no segundo e terceiro escalões, mas certo era que os eleitores locais já podiam analisar o quadro e começar a estudar os nomes postos. Agora, muito provavelmente somente ao findar do mês que se anuncia ou no início do próximo, as elucidações ocorrerão.
PERGUNTAR OFENDE?
-Quem hoje tem mais votos que ela? Indagação de um político adversário, sobre eventual candidatura da prefeita Ana Bim.
CONDENAÇÃO: DECRETO DA EXPO

Luiz Vilar, ex-prefeito de Fernandópolis
A notícia, divulgada com exclusividade em nossa edição de quinta e no site www.oextra.net, causou furor. O ex-prefeito, juntamente o então vice, Paulinho Birolli e a empresa Cia da Expô, foram condenados, agora na esfera cível, por sentença da 3ª Vara local. A maior apenação foi a Vilar, que terá que restituir R$ 20 mil, além de pagar multa de duas vezes esse valor e ainda teve direitos políticos suspensos por oito anos. Ele já havia sido condenado, no criminal, a pena de 13 anos de reclusão. Todos prometeram recorrer, sobretudo o empresário Birolli.
“VEJAM OS EX’s! NÃO QUERO ISSO PARA MIM!”
Nada como um feriadão! Para quem pode curtir, é claro! Viagens, jantares, descanso e também, reuniões de amigos fazem parte do cardápio. E numa delas tivemos oportunidade singular de, informalmente, batermos um papo daqueles com a interlocução qualificada de três ex-prefeitos da região e um pretenso, suposto, pré-candidato fernandopolense, muitíssimo cotado para encabeçar uma coligação. Lógico que não denotaremos as identidades e que também resumiremos, e muito, o dialógo e sua consequência. Unanimente, os três refutaram qualquer possibilidade de um dia, por mais remoto que for, retornar às urnas. E o motivo é simples: falta recursos e abundam processos administrativos e judiciais. Todos, absolutamente todos, decorridos anos do encerramento do mandato, gastam absurdos com advogados, viagens, documentos... E até citaram os exemplos de Parini (Jales), superemrolado até hoje e de Onivaldo Batista (Dolcinópolis), prestes a perder o cargo de diretor de escola estadual. Conclusão? Instigado, o pretenso candidato, renomado cidadão, afirmou: Estão vendo. Não quero isso para mim e nem para a minha família. Que me esqueçam!
SANTA CASA: A MELHOR AVALIADA

Luiz Liévana
Calma. Não estamos referindo-nos a daqui. É óbvio! E sim da entidade de saúde de nossa vizinha Votuporanga (de novo!) E o anúncio foi feito a toda a pompa que tinha direito. Pesquisa feita pelo governo do Estado, dentre todas as Santas Casas paulistas, classificou a de lá como a melhor avaliação. Que contraste! Enquanto aqui, nas alturas só as queixas, por lá, a situação que já é boa (segundo o levantamento), tende a melhorar, com o ingresso da Unifev, que investirá R$ 13 milhões (R$ 4 milhões no ato), para utilizar a estrutura da unidade que atende 53 municípios.
POUQUINHO; QUASE NADA
Provavelmente nem compensou a viagem. Mas, em tempos de crise, é melhor contentar-se com pouco que nada. E nesse clima o governador Alckmin fez prefeitos da região irem até à capital paulistana para celebrarem convênios, cujo valor total foi até considerável: R$ 4 milhões. O problema é que o quantum foi dividido para 52 municípios. E o resultado... Pífio!
MELHOR QUE NADA?
Na microrregião, o maior valor ficou para Fernandópolis (R$ 70 mil); depois Ouroeste (R$ 40 mil), seguido de Valentim Gentil, Jales, Santa Salete, Magna e Rubinéia (R$ 30 mil), todos destinados à aquisição de equipamentos. A exceção ficou para Três Fronteiras que angariou R$ 200 mil para obras de infraestrutura urbana. Sinceramente? Dá até vergonha!
MAIS ELEITORES QUE HABITANTES
Findo o prazo para regularização dos Títulos Eleitorais, eis que três situações no mínimo insólitas foram apuradas pela Justiça Eleitoral. Dois municípios da região têm mais eleitores que habitantes. Santa Salete têm 300 eleitores a mais que seus 1.523 habitantes e Aspásia, com 1.848 habitantes, têm 1909 eleitores. Em Urânia há 9.135 habitantes e 6.673 eleitores, também sob suspeita.
“TODAY A HAD A DREAM”: REPERCUSSÃO! AGRADECEMOS

Agradecimentos! Isso que temos a externar a nossos leitores, do jornal impresso e do on-line, diante de tantas parabenizações, acessos e, sobretudo, pela repercussão, de nossa coluna passada intitulada “Today a Had a Dream. E o sucesso, cremos em conformidade ao que relatou um expoente político local, é que os “sonhos” lá externados, não são exclusivos deste colunista, mas comum a toda uma cidade. Quem quiser lê-la, basta acessar www.oextra.net, seção Opinião.
PESQUISA PARA DEFINIR O CANDIDATO!

Valdomiro Lopes, prefeito de São José do Rio Preto
A situação política rio-pretense começa a ganhar contornos épicos. Impedido, por já reeleito, o atual prefeito aparenta preferir a candidatura do deputado Orlando Bolçone-PSB, mas há intensa movimentação para que a coligação com o PSDB, que mira lançar Vaz de Lima, não vire pó. No meio do tiroteio está o DEM, de Rodrigo Garcia e ainda tem Edinho Araújo do PMDB. Valdomiro teria aceitado, inclusive, a realização de ampla pesquisa eleitoral para definir a posição. A ver!
FRASE DA SEMANA
...não é a primeira vez que é condenado por ato de improbidade administrativa e também criminalmente.
Do juiz Renato Soares de Melo Filho, em trecho da sentença condenatória, no cível, referindo-se ao ex-prefeito Luiz Vilar, justificando a apenação aplicada que, somatizada às provindas de outros processos, encerram, de forma melancólica, a meteórica trajetória política de Vilar, outrora, expoente no município.