Faz cem anos hoje – 15 de janeiro – que Rosa Luxemburgo foi assassinada. Judia-polonesa, formada em Filosofia e Economia, fundou com Karl Liebknetch, a Liga Espartaquista, grupo com o qual, pretendia fortalecer a Social Democracia na Europa.
Com discordâncias pontuais do marxismo-leninismo, esse movimento tinha como propósito, posteriormente, a criação do Partido Comunista Alemão.
Fluente em oito idiomas, compunha poemas desde os cinco anos de idade. Humanista, protetora de animais; encantada por plantas e flores; tinha muita coragem e firmeza de caráter, vivendo numa época na qual as mulheres apenas “reinavam no lar”; organizou sindicatos e movimentos.
Era uma referência entre o operariado.
Apoio a participação alemã na primeira guerra e, pouco depois, avaliou como um enorme erro.
Foi assassinada, juntamente com Liebknetch, ao retornarem de uma manifestação.
Sua vida e sua obra foram lindamente retratadas num filme de Margarethe Von Trotta, em 1982. Projeto inicial de Fassbinder, com Barbara Sukowa protagonizando-a.
Em tempos nos quais a mulher é reduzida a vestir rosa; simboliza uma “fraquejada”, ‘destinada a reinar no lar”, Rosa Luxemburgo é um arauto de plenitude, independência, coragem, força e exemplo.