José Renato Ba

A MULHER QUE VESTIA VERMELHO

A MULHER QUE VESTIA VERMELHO

Por José Renato Sessino Toledo Barbosa - Professor e Filósofo

Por José Renato Sessino Toledo Barbosa - Professor e Filósofo

Publicada há 6 anos

Faz cem anos hoje – 15 de janeiro – que Rosa Luxemburgo foi assassinada. Judia-polonesa, formada em Filosofia e Economia, fundou com Karl Liebknetch, a Liga Espartaquista, grupo com o qual, pretendia fortalecer a Social Democracia na Europa.


Com discordâncias pontuais do marxismo-leninismo, esse movimento tinha como propósito, posteriormente, a criação do Partido Comunista Alemão.

Fluente em oito idiomas, compunha poemas desde os cinco anos de idade. Humanista, protetora de animais; encantada por plantas e flores; tinha muita coragem e firmeza de caráter, vivendo numa época na qual as mulheres apenas “reinavam no lar”; organizou sindicatos e movimentos.


Era uma referência entre o operariado.


Apoio a participação alemã na primeira guerra e, pouco depois, avaliou como um enorme erro.


Foi assassinada, juntamente com Liebknetch, ao retornarem de uma manifestação.

Sua vida e sua obra foram lindamente retratadas num filme de Margarethe Von Trotta, em 1982. Projeto inicial de Fassbinder, com Barbara Sukowa protagonizando-a.


Em tempos nos quais a mulher é reduzida a vestir rosa; simboliza uma “fraquejada”, ‘destinada a reinar no lar”, Rosa Luxemburgo é um arauto de plenitude, independência, coragem, força e  exemplo.

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