Achei que fosse daquelas piadas lançadas nas redes sociais a foto do pseudo-ator Alexandre Frota recebido pelo Ministro da Educação, Mendonça Filho, para levar propostas à pasta. Depois de Temer empossar seu ministério machista, branco e rico, o chiste parecia proposital.
Porém, ao verificar que a tal foto não era uma brincadeira e sim realidade, fiquei chocada. Representante do grupo denominado “Revoltados On Line”, Frota e seus parceiros levaram propostas ao Ministério, dentre elas o projeto “Escola sem partido” defendendo o fim da “doutrinação ideológica nas escolas”, ferindo o direito à educação, aos direitos civis e humanos. Foi como um soco no estômago.
O tal ator, que defende as mesmas propostas de Jair Bolsonaro – que, aliás, lhe fez discurso favorável no plenário da Câmara –, é o mesmo que tempos atrás, em rede nacional, declarou ter estuprado uma mãe de santo.
O pior é que a plateia riu; e aplaudiu. Após a repercussão negativa, afirmou que era uma história contada em forma de piada e que a mesma faz parte do seu “stand up”. É significativo, e preocupante, que um tipo como esse esteja em evidência. Para um país que precisa avançar, e muito, em questões básicas como educação e políticas sociais de inclusão das minorias, precisamos muito mais que cérebros embotados e músculos avantajados.