O tema é gasto. Sei. Todavia, de modo geral, é tratado no âmbito do senso comum, óbvio.
Pus-me a pensá-lo...
Filósofos, poetas, intelectuais e religiosos já o definiram. Ao menos em vossas visões.
É subjetivo. Não há fórmulas.
Manifesta-se de várias maneiras e situações variadas e às vezes invertidamente. Uma relação paradoxal, por exemplo.
Mata-se, vive-se, ri-se, chora-se em nome dele. Vale tudo. Assim, novamente, diz o senso comum. Não concordo.
O amor é processo. Tem idas e vindas. Avanços e retornos. Tempestade e bonança. Calor e frio. Urros e silêncio. Tudo e nada. Delírio e sobriedade. Enfim, o fluxo perpétuo de Heráclito de Éfeso.
É uma explosão momentânea de beleza, calmaria, sossego e brandura que te exacerbam sentimentos, turbulentamente, num descortinar de uma penumbra vazia que é preenchida sem que se perceba. Apenas sente.
Vivi isso.
Na segunda-feira, em meio a silêncios, pequenos gestos e poucas palavras, minha mulher, Jacqueline, fê-lo.
Eu a amo.